A maioria do Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Câmara aprovou a convocação de João Pedro Stedile, liderança nacional do MST, e José Rainha, ex-membro do movimento.
Parlamentares governistas tentaram um acordo para que ambos fossem chamados na condição de convidados, mas os deputados alinhados ao ruralismo fizeram valer sua superioridade numérica no colegiado.
Formalmente, pessoas convidadas podem declinar de participar da CPI, ao passo que as convocadas não podem deixar de comparecer, exceto nos casos em que consigam decisões judiciais.
Deputados e deputadas defensores dos movimentos sociais alertaram para o fato de que Stedile e Rainha não se recusariam a comparecer à CPI e, inclusive, teriam interesse em debater com os demais congressistas sobre a questão da reforma agrária.
Estes dois são os únicos depoentes que foram convocados pela CPI, e não convidados, como todos os demais.
Gleisi Hoffman (PT-PA), por sua vez, respondeu às falas em defesa da convocação apontando que a iniciativa da oposição demonstrava as reais intenções da maioria da CPI.
“Nós queremos muito que Stedile venha. O MST é responsável pelo assentamento de 400 mil famílias. Stedile vai tirar o argumento de muita gente aqui. Vocês já foram em um assentamento produtivo? Isso é muito grave, estão convocando porque se pressupõe que é um bandido. Eu reafirmo: o relatório já está pronto”, sustentou.
As datas dos depoimentos de Stedile e Rainha ainda serão definidas pela Comissão.





