Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (25) pelo jornal “Folha de S.Paulo” mostra que 41% dos brasileiros avaliam que o governo agiu bem ao acabar com o Bolsa Família, permanente e existente há 18 anos, e criar o Auxílio Brasil, temporário até final de 2022, para substituí-lo, mostrando grande desinformação sobre a diferença da ajuda governamental.
Outros 43%, mais bem informados sobre os prejuízos da medida, afirmam que a mudança foi negativa.
A pesquisa foi realizada entre 13 e 16 de dezembro e ouviu 3.666 pessoas em 191 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais para baixo ou para cima.
Considerando a margem de erro, os números apontam um empate, que alguns analistas políticos consideram fruto da desinformação sobre a mudança e verdadeira autofagia de quem apoia, pelos prejuízos causados a si próprios.
Os que não sabem representam 9%. São 7% os que avaliam que o governo não agiu nem bem nem mal ao substituir o programa.
Entre os que recebiam o Bolsa Família até outubro, 42% reprovam a medida e 44% a aprovam.
Simpatizantes do PT e críticos ao governo Jair Bolsonaro reprovam a decisão (62% nos dois casos).
Entre eleitores do ex-presidente Lula, 59% reprovam a medida. Entre as pessoas que declaram que a comida em casa tem sido insuficiente para alimentar a família, 51%.
Entre eleitores de Bolsonaro e apoiadores do governo 76% aprovam a medida. O percentual é de 58% entre empresários, 51% entre evangélicos e 51% entre pessoas que tem conseguido alimentar a família.
Segundo a pesquisa, 25% dos brasileiros eram beneficiários ou moravam com alguém que recebia o Bolsa Família até outubro.
Agora, 22% estão em famílias que receberam o novo Auxílio- Brasil no mês passado ou receberiam em dezembro. A diferença entre os dois números está dentro da margem de erro.
O percentual de beneficiários do novo auxílio é maior entre pessoas de 16 a 24 anos (28%), pessoas com ensino fundamental (31%), renda até dois salários mínimos (32%), moradores do Nordeste (35%), desempregados (43%) e donas de casa (44%).





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