As hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causadas pelo vírus influenza A continuam em alta no estado de São Paulo, segundo o novo Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (23) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Na capital paulista, o avanço dos casos já atingiu nível de alerta, com destaque para o aumento entre crianças, adolescentes e idosos.
No Estado do Rio de Janeiro e na capital fluminense, o boletim aponta o rinovírus como um dos principais responsáveis pela elevação dos casos de SRAG, especialmente em crianças e adolescentes. O Rio está entre as seis unidades federativas com incidência da síndrome em níveis de alerta ou alto risco, ao lado de Acre, Pará, Roraima, Santa Catarina e Tocantins.
De acordo com a Fiocruz, o cenário nacional mostra tendência de aumento de casos entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, enquanto as demais faixas etárias apresentam estabilidade. Em Santa Catarina, além do rinovírus, o metapneumovírus também tem impulsionado o crescimento de internações em crianças de até dois anos. Já em Goiás e no Distrito Federal, os casos graves de influenza A começam a dar sinais de queda.
Os dados do InfoGripe apontam ainda que 50% dos óbitos por SRAG registrados em 2025 estão relacionados à influenza A, seguidos por Covid-19 (23,2%) e rinovírus (14,1%). No total, o país já contabiliza 11.777 mortes associadas à síndrome neste ano. Apesar de o número de hospitalizações por Covid-19 seguir em níveis baixos, o boletim alerta para a manutenção do aumento de casos graves no Sul e Sudeste, incluindo São Paulo.
A pesquisadora Tatiana Portella, do Programa de Computação Científica da Fiocruz e responsável pelo boletim, reforça que o cenário requer atenção contínua e medidas de prevenção. “A vacinação é a principal forma de evitar complicações e óbitos por vírus respiratórios, especialmente entre idosos, gestantes e crianças pequenas”, alertou.
O InfoGripe integra o Sistema Único de Saúde (SUS) e monitora casos de SRAG em todo o país, auxiliando autoridades na definição de estratégias de prevenção e resposta a surtos de doenças respiratórias. O boletim também serve como ferramenta para identificar tendências e orientar campanhas de vacinação em estados com aumento de internações.






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