Por Rodrigo Vilela
A atuação belicosa do deputado Lindbergh Farias à frente da liderança do PT na Câmara em 2025 acendeu o alerta no partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para Pedro Uczai, substituto dele no ano que vem.
O deputado por Santa Catarina já foi avisado que o partido não aceitará atuação semelhante à de Lindbergh, no ano eleitoral. A avaliação é de que Lindbergh, ao invés de construir pontes e consensos, acenou para o próprio eleitorado neste ano e, com isto, por vezes, atrapalhou os planos petistas.
Em um dos momentos mais representativos dessa liderança, Lindberg rompeu com o presidente da Câmara, o deputado paraibano Hugo Motta, do Republicanos. Com falas exaltadas, Lindbergh teve uma atuação lida internamente como voltada para o seu eleitorado, e não para a articulação em prol de projetos e pautas prioritárias – algo que o PT não quer de Uczai.
Ainda que pese a boa atuação de combate ao bolsonarismo, há um consenso de que outros articuladores tiveram que entrar em campo, como bombeiros, para levar à frente os planos petistas.
O partido de Lula conta com Lindbergh para se reeleger à Câmara no ano que vem. Publicamente, ele e Motta dizem ter superado as diferenças, algo que dizem ser apenas aparências. Marido da ministra Gleisi Hoffmann, o parlamentar conseguiu até mesmo a antipatia de correligionários do Rio.
Divergências públicas
Até mesmo publicamente, os petistas se manifestaram contra a liderança de Lindbergh ao longo deste ano. O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, chegou a usar as redes sociais para criticar duramente o deputado federal Lindbergh Farias.
Segundo Quaquá, o político utilizou a influência da ministra Gleisi Hoffmann, que é mulher de Lindbergh, para fazer política no interior do estado em benefício próprio. De acordo com ele, Lindbergh Farias tem se apresentado como representante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em visitas a prefeitos e eventos públicos.
“Ministra Gleisi pare de usar a máquina do governo federal pra fazer política particular! Não vamos tolerar isso!”, escreveu Quaquá.







Deixe um comentário