Assembleia Geral da ONU aprova resolução pelo fim do embargo a Cuba; apenas EUA e Israel votam contra, Ucrânia se abstém

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira (2), com 187 votos, uma resolução que pede o fim do embargo imposto há seis décadas pelos Estados Unidos a Cuba. Esta é trigésima vez que a Assembleia Geral aprova uma resolução pelo fim das sanções estadunidenses.  A aprovação, embora seja uma vitória moral, não é vinculante.…

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quinta-feira (2), com 187 votos, uma resolução que pede o fim do embargo imposto há seis décadas pelos Estados Unidos a Cuba. Esta é trigésima vez que a Assembleia Geral aprova uma resolução pelo fim das sanções estadunidenses. 

A aprovação, embora seja uma vitória moral, não é vinculante. Apenas os Estados Unidos e Israel votaram contra a resolução chamada “Necessidade de pôr fim ao embargo econômico, comercial e financeiro, imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”. A Ucrânia, alinhada aos Estados Unidos, se absteve da votação.

A resolução reitera o princípio da “igualdade dos Estados, da não intervenção e da não ingerência em assuntos internos e a liberdade de comércio e navegação internacional” e manifesta “sua preocupação com a promulgação e aplicação continuadas” de leis como a estadunidense Helms-Burton (vigente desde 1996), que tem efeitos extraterritoriais para pessoas e empresas que fizerem negócios com Cuba.

Os danos causados ​​pelo embargo entre 1º de março de 2022 e 28 de fevereiro deste ano são estimados em US$ 4,86 bilhões. “No total, os prejuízos econômicos baseados nos preços correntes ultrapassam os 159.84,3 bilhões de dólares”, destaca o site Prensa Latina.

“O bloqueio é um ato de guerra econômica em tempos de paz”, disse o chanceler cubano, Bruno Rodríguez, na tribuna, após lembrar que “mais de 80% da população cubana só viveram” sob o regime de sanções unilaterais estadunidenses.

Desde 1992, Cuba apresenta anualmente resoluções na Assembleia Geral da ONU para pedir o fim do embargo imposto unilateralmente, em plena Guerra Fria, pelo presidente John F. Kennedy para asfixiar o regime socialista da ilha.

Apesar de os governos cubano e americano terem iniciado um processo de normalização das relações diplomáticas em 2015, sob o governo de Barack Obama, o embargo segue em vigor e é considerado por seus opositores como o principal obstáculo ao desenvolvimento de Cuba.

As autoridades cubanas calculam que seis décadas de embargo causaram perdas de mais de 159 bilhões de dólares (795 bilhões de reais, na cotação atual) para sua economia. Só entre março de 2022 e fevereiro de 2023, o bloqueio teria provocado perdas de 4,86 bilhões de dólares (24,28 bilhões de reais).

Sem o embargo, afirmam, a economia teria crescido 9%. A migração é “um efeito direto da intensificação do bloqueio”, alertam, em um folheto distribuído à imprensa.

Ainda conforme a reportagem da Prensa Latina, “o relatório apresentado à Assembleia Geral pelo Secretário-Geral da ONU, António Guterres, reconhece a continuação desta política contra Cuba e a sua inclusão na lista de Estados patrocinadores do terrorismo como ações incompatíveis com um sistema internacional baseado no direito”.

Com informações do 247 e Carta Capital.

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