“As pessoas se revelam quando chegam”, diz Bolsonaro sobre más escolhas no MEC

Para justificar as trocas no Ministério da Educação, que já teve cinco titulares, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira (22), que “as pessoas se revelam quando chegam”. Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, Bolsonaro também disse que em alguns casos só depois que o ministro é nomeado é possível ver que…

Para justificar as trocas no Ministério da Educação, que já teve cinco titulares, o presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou, nesta segunda-feira (22), que “as pessoas se revelam quando chegam”. Em entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, Bolsonaro também disse que em alguns casos só depois que o ministro é nomeado é possível ver que ele não “leva jeito para aquilo”. “As pessoas se revelam quando chegam. Atualmente, eu tenho um excelente ministro da Educação. Acontece. É igual a um casamento, muitas vezes. O ideal era não ter rotatividade nenhuma, mas acontece. Outros ministros foram trocados também”, disse Bolsonaro na entrevista.

O Ministério da Educação é uma das pastas com mais rotatividade no governo Bolsonaro. O primeiro ministro foi Ricardo Vélez, demitido com pouco mais de três meses de governo depois de uma série de desgastes. Seu substituto foi Abraham Weintraub, demitido em junho de 2020 por ter atacado ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).  Carlos Decotelli foi nomeado para o posto, mas pediu demissão antes mesmo de tomar posse devido à repercussão negativa sobre o fato do seu currículo conter informações falsas. O quarto ministro foi Milton Ribeiro, demitido em março em meio a uma investigação sobre um esquema de tráfico de influência na pasta. O atual ministro é Victor Godoy, que era secretário-executivo de Ribeiro.

Na entrevista, Bolsonaro defendeu Ribeiro, que chegou a ser preso após deixar o cargo, dizendo que não havia “nada contra ele”. “Muitas vezes, depois que a pessoa chega, a gente vê que ela não leva jeito para aquilo. Não foi só da Educação. Ele teve uma acusação. Ele teve uma ordem de prisão. Ele foi preso, inclusive. Conseguiu habeas corpus logo em seguida. O Ministério Público do DF foi contra a prisão dele. Eu fui contra a prisão dele. Por que? Não tinha nada contra ele. Se tiver hoje em dia, é outra história. Até aquele momento não tinha nada. A questão de ter dois pastores, que estavam no gabinete dele, qual o problema?”, questionou Bolsonaro.

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