Após tentar recuperar seus direitos políticos, o ex-deputado estadual Arthur do Val, conhecido como Mamãe Falei, teve sua solicitação negada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) e foi condenado a pagar R$ 5 mil em custas processuais e honorários. Cassado por violar o Código de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), Arthur do Val está inelegível até 2030.
Em nota enviada ao jornal O Globo, o ex-deputado declarou: “Minha cassação foi ilegal e vou recorrer da sentença em todas as instâncias necessárias, tenho certeza de que nosso judiciário fará o que é correto”.
A cassação de Mamãe Falei foi decidida por unanimidade pelos deputados estaduais da Alesp. Dos 94 parlamentares, 73 votaram, todos a favor da perda do mandato.
Membro do Movimento Brasil Livre (MBL), Arthur do Val foi cassado após o vazamento de uma série de mensagens de áudio enviadas por ele em um grupo de WhatsApp. Durante uma viagem à Ucrânia em março, em meio à guerra no país do Leste Europeu, o parlamentar afirmou que as refugiadas ucranianas são “fáceis porque são pobres”.
Arthur do Val viajou ao país europeu com a alegação de que ajudaria na resistência contra a invasão russa. Em outro trecho dos áudios, ele, recém-chegado da fronteira da Ucrânia com a Eslováquia, disse que a fila das refugiadas só tinha “deusas” e que “a fila da melhor balada do Brasil, na melhor época do ano, não chega aos pés” da fila de refugiadas.
Após a repercussão das mensagens, o político, que estava filiado ao Podemos e era pré-candidato ao governo paulista pelo partido, retirou sua candidatura, deixou a sigla e se afastou do MBL. A intenção era que ele servisse como um palanque para o ex-juiz Sergio Moro em São Paulo.
Na época, a então namorada de Do Val, a enfermeira Giulia Blagitz, terminou o relacionamento com o político por causa dos áudios.
Quando as mensagens vazaram, o então deputado estadual admitiu ser o autor dos áudios e pediu desculpas, embora tenha argumentado que sua cassação foi resultado de perseguição política. Desde sua eleição, o deputado acumulou desafetos no plenário da Alesp.
Menos de um mês após o escândalo, Do Val filiou-se ao União Brasil.
Com informações de O Globo.





