O liberal Arminio Fraga disse ontem que tem medo de que Jair Bolsonaro vença a eleição. Mas anunciou que, no primeiro turno, vai votar em Simone Tebel, que tem escassas chances de vencê-lo. Só se houver segundo turno é que Armínio considera apoiar Lula.
A notícia é da Veja.
Ex-presidente do Banco Central, o economista liberal, ligado ao PSDB, Armínio Fraga afirmou que gostaria de ver o governo Jair Bolsonaro (PL) “ficar para trás”. Apesar de declarar voto em Simone Tebet (MDB) – que mostra péssimo desempenho nas pesquisas -, ele deixou em aberto a possibilidade de votar no ex-presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno contra Bolsonaro.
“Este governo me assusta. Armar o povo, ignorar a ciência, o País meio que sair do planeta, de certa forma. Isso eu realmente gostaria de ver ficar para trás”, declarou.
Armínio Fraga ainda condenou as declarações golpistas de Bolsonaro. “É um fator de incerteza muito grande e incerteza é paralisante. É normal os Poderes se desentenderem. Esses são os chamados pesos e contrapesos, eles existem para isso. Mas passamos longe do que seria esse equilíbrio, fomos para um Estado mais belicoso, onde as ameaças são crescentes e o desentendimento atinge níveis provavelmente nunca vistos”.
Independentemente de quem assuma o governo, será necessária uma mudança profunda na política econômica e uma ampla reforma do Estado, diz ele.
Se Lula vencer a eleição e voltar ao poder, Fraga diz torcer pelo ‘Lula.1’. “O PT, no início, teve um Lula com bom senso. Ele rasgou o programa do PT, jogou fora, fez um bom governo, até o Palocci ir embora. Aí começou uma mudança, que se radicalizou já na gestão Dilma (Rousseff), que foi também posta lá pelo governo anterior. O histórico completo me preocupa, porque eu vejo ali uma oportunidade única de desenvolver este país que foi perdida. Então, se o presidente Lula voltar com a cabeça do Lula.1, ótimo, tomara”. Caso contrário, argumenta o economista, “é certo que vai ser problema outra vez”.
[Com Armínio Fraga no Banco Central, a inflação foi de 12,55% – maior do que a atual, sob Jair Bolsonaro]






Deixe um comentário