Após vender projeto da Petrobrás, governo quer arrancar fertilizantes das terras indigenas

O presidente Bolsonaro aproveitou a crise entre Rússia e Ucrânia para pedir urgência à Câmara para aprovar um projeto que permite a exploração mineral em terras indígenas. O projeto é de 2020, mas não andou no Congresso. Agora, sob argumento de diminuir a dependência do Brasil de fertilizantes, diante da crise Rússia-Ucrânia, o governo quer…

O presidente Bolsonaro aproveitou a crise entre Rússia e Ucrânia para pedir urgência à Câmara para aprovar um projeto que permite a exploração mineral em terras indígenas.

O projeto é de 2020, mas não andou no Congresso. Agora, sob argumento de diminuir a dependência do Brasil de fertilizantes, diante da crise Rússia-Ucrânia, o governo quer celeridade no projeto e já conversou sobre o tema com o presidente da Câmara, Arthur Lira.

A informação é de Andréia Sadi, da GloboNews.

Lira disse que o tema é sensível mas precisa ser abordado – e confirmou que vai discutir o tema com líderes da base e de oposição nesta terça-feira (8).

Lira defende a discussão “independentemente da guerra”, argumentando que é preciso diminuir a dependência do Brasil em relação a fertilizantes, hoje importados da Rússia (23%) e Belarus (3%).

Bolsonaro, Lira e a  jornalista esquecem de informar que a Petrobrás teve um grande projeto de extração de potássio e produção de fertilizandes, que diminuiria a depend}ência internacional do Brasil, mas optou por cancelá-lo, se desfazendo da fábrica e dos planos, como parte do esquema de fatiamento da estatal e sua privatização.

A Petrobrás arrendou fábricas de fertilizantes por menos de 1% da expectativa de receita delas. E o pior: vendeu plantas inteiras de produção justamente para os russos, dos quais hoje nós somos dependentes.

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