Após queda de avião em São Paulo, Voepass suspende venda de passagens

Decisão afeta destinos como Fortaleza e Natal; empresa diz que está reorganizando malha aérea

A Voepass suspendeu temporariamente a venda de passagens para destinos como Fortaleza e Natal, além de voos entre essas cidades e Fernando de Noronha ou Juazeiro do Norte. A medida, válida até 31 de agosto, foi adotada em resposta ao acidente com o turboélice ATR 72-500, que caiu em Vinhedo (SP) no último dia 9, resultando na morte das 62 pessoas a bordo.

Segundo a companhia, a medida foi adotada “em decorrência da reorganização da malha por contingenciamento”, o que causou atrasos e cancelamentos de voos.

O bloqueio de passagens também se estende a voos entre Fernando de Noronha e Juazeiro do Norte, que só serão vendidos a partir de 1º de setembro.

Desde o acidente, a Voepass não tem realizado voos que ligam Fortaleza e Natal ao arquipélago de Fernando de Noronha. Apenas os dois voos diários entre Recife e Fernando de Noronha permanecem operacionais, priorizando clientes com bilhetes da Latam, parceira comercial da Voepass.

Reclamações de passageiros aumentam

A companhia enfrenta um aumento nas reclamações de passageiros que enfrentam dificuldades para obter reembolso integral ou realocação em outros voos. Desde o acidente, consumidores têm procurado órgãos de defesa do consumidor, como o site Reclame Aqui, relatando problemas com cancelamentos e reembolsos.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) está monitorando a situação e reuniu-se com representantes da Voepass na última sexta-feira (16) para discutir medidas que garantam a normalidade das operações. A Anac iniciou uma operação assistida para assegurar que a Voepass mantenha a qualidade de seus serviços e intensificou a vigilância para prevenir anormalidades.

Em casos de atrasos, cancelamentos ou interrupção do serviço aéreo, a Anac orienta os passageiros a contatarem a companhia aérea responsável, que deve seguir as diretrizes da Resolução nº 400, de 2016. Essa resolução exige que as empresas informem os passageiros sobre a previsão de partida de voos atrasados a cada 30 minutos e ofereçam assistência material gratuita conforme o tempo de espera.

Com informações da Agência Brasil

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