Após morte de Karol Eller, deputados pedem que Ministério Público investigue igreja promotora da “cura gay”

O Ministério Público Federal (MPF) foi acionado nesta segunda-feira (16) para investigar a igreja Assembleia de Deus de Rio Verde, em Goiás, por promover a chamada “cura gay”. O pedido foi protocolado por três deputados federais do PSOL: Erika Hilton (SP), Pastor Henrique Vieira (RJ) e Luciene Cavalcante (SP), informa Mônica Bergamo, em seu blog na Folha de S.Paulo. A…

O Ministério Público Federal (MPF) foi acionado nesta segunda-feira (16) para investigar a igreja Assembleia de Deus de Rio Verde, em Goiás, por promover a chamada “cura gay”. O pedido foi protocolado por três deputados federais do PSOL: Erika Hilton (SP), Pastor Henrique Vieira (RJ) e Luciene Cavalcante (SP), informa Mônica Bergamo, em seu blog na Folha de S.Paulo.

A denominação evangélica é apontada pelos parlamentares como responsável pelo retiro “Maanaim”, que oferece serviços para “converter” jovens homossexuais e bissexuais à heterossexualidade.

O local teria sido frequentado pela influenciadora Karol Eller, que morreu na semana passada, em São Paulo, aos 36 anos. Próxima do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de sua família, ela trabalhava no gabinete do deputado estadual Paulo Mansur (PL).

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o caso foi registrado como suicídio no 27º Distrito Policial, em Campo Belo, na capital paulista. O episódio teria ocorrido um mês após a influenciadora anunciar a sua “conversão”.

“Os tratamentos de ‘cura gay’ são verdadeiras práticas de tortura e agressão a toda população LGTBQIAPN+, cuja orientação sexual ou designação de gênero são características inerentes a cada sujeito, sendo impossível sua alteração”, afirmam Hilton, Vieira e Cavalcante na representação.

Os deputados destacam que a prática é vedada pelo Conselho Federal de Psicologia e sugerem que seja movida uma ação pelos crimes de homotransfobia, tortura psicológica e incitação ao suicídio

“A conduta criminosa de tratamento de cura gay deve ser imediatamente coibida, assim como investigadas as vítimas já submetidas a tamanha violência, para que vidas sejam preservadas”, diz a representação, que lista estudos que destrincham os efeitos causados pela prática.

Os deputados ainda afirmam que o retiro promovido pela Assembleia de Deus na cidade de Rio Verde também ocorre em outras regiões do país, e pedem que o MPF investigue entidades, profissionais, grupos e empresas envolvidos na atividade em todo o Brasil.

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