Após escândalo de assédio, Daniella Marques toma posse como presidente da Caixa

A economista Daniella Marques foi empossada na noite desta sexta-feira (1º) como nova presidente da Caixa Econômica Federal. A posse ocorreu em reunião extraordinária do conselho de administração do banco, após a aprovação do nome da economista pelo comitê de elegibilidade da Caixa.  Marques foi indicada para ocupar o lugar de Pedro Guimarães, que deixou…

A economista Daniella Marques foi empossada na noite desta sexta-feira (1º) como nova presidente da Caixa Econômica Federal. A posse ocorreu em reunião extraordinária do conselho de administração do banco, após a aprovação do nome da economista pelo comitê de elegibilidade da Caixa.  Marques foi indicada para ocupar o lugar de Pedro Guimarães, que deixou o cargo após acusações de assédio sexual. Ela havia sido nomeada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) na quarta-feira (29), após a renúncia do agora ex-presidente do banco.

A nova presidente da Caixa quer criar um comitê de crise para apurar os episódios narrados pelas vítimas e identificar outros possíveis envolvidos. Marques é a pessoa de maior confiança do ministro da Economia, Paulo Guedes, com quem já trabalhava no mercado financeiro antes de integrar o atual governo.  Os dois embarcaram juntos no projeto de Bolsonaro ainda durante a campanha, em 2018, e assumiram cargos já no primeiro dia da atual administração.

As acusações de assédio sexual contra Guimarães foram reveladas na terça-feira (28) pelo portal Metrópoles, que relatou também a existência de uma investigação no Ministério Público Federal.  Na quinta-feira (30), o conselho já havia decidido contratar uma auditoria externa para apurar as denúncias de assédio sexual e rastrear outros membros da cúpula que acobertaram a situação. A decisão de contratar uma empresa terceirizada para conduzir a apuração foi tomada após os relatos das mulheres vítimas de assédio indicarem que os episódios eram conhecidos por ao menos parte da diretoria e dos vice-presidentes da Caixa.  A avaliação do colegiado é que deixar a investigação nas mãos das instâncias internas de controle não é a melhor saída para obter um diagnóstico independente, dada a suspeita de envolvimento de outros integrantes da cúpula da instituição.​

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