Interlocutores no Palácio do Planalto dizem que a manutenção de Pedro Guimarães à frente da Caixa Econômica Federal se tornou insustentável em meio às denúncias envolvendo o Executivo.
A expectativa é que Pedro seja demitido até às 15h, antes de Bolsonaro participar de debate na CNI (Confederação Nacional da Indústria).
Aliados de Bolsonaro se irritaram com a resistência de Pedro a sair do cargo e passaram a manhã pressionando o presidente a demiti-lo.
O presidente da Caixa quer deixar o posto como “afastado” para que as investigações do MPF sejam conduzidas.
Integrantes da campanha de Bolsonaro, porém, defendem que ele o demita para demonstrar que rechaça o comportamento adotado pelo até então aliado de primeira hora.
O presidente Jair Bolsonaro (PL) escolheu Daniella Marques, braço direito do ministro Paulo Guedes (Economia), para presidir a Caixa Econômica Federal no lugar de Pedro Guimarães.
Guimarães é alvo de acusações de assédio sexual relatadas por funcionárias da instituição. O caso foi revelado na terça-feira (28) pelo portal Metrópoles, que relata também a existência de uma investigação no Ministério Público Federal.
Daniella Marques, por sua vez, é secretária especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia e vinha liderando a agenda Brasil Pra Elas, focada no público feminino e também uma forma de tentar impulsionar a imagem de Bolsonaro perante esse público.
O ainda presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, participou brevemente, e a portas fechadas, na manhã desta quarta-feira do evento que anunciou estratégias para o Ano Safra 2022/2023, na sede da Caixa Cultural em Brasília. Ele citou que estava na platéia sua esposa, Marcela Guimarães, e a citou no discurso sobre ética:






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