Após as enchentes severas de 2024, governo do estado realiza limpeza de rios na Baixada Fluminense para reduzir efeitos das chuvas

Primeiros meses do ano passado foram marcados por temporais que deixaram um rastro de destruição em várias cidades

Na semana passada, o governo do estado deu início a uma força-tarefa com o uso de 30 equipamentos pesados para intervir em rios e áreas atingidas pelas chuvas nas cidades de Belford Roxo, São João de Meriti, Duque de Caxias, Queimados e Nilópolis. Essas regiões, historicamente impactadas por enchentes, agora recebem atenção dentro do programa Limpa Rio, gerido pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). O projeto realiza trabalhos de limpeza das margens e desassoreamento dos rios, visando minimizar os efeitos das cheias.

Os primeiros meses de 2024 foram especialmente críticos, com temporais que causaram destruição em diversas cidades. Ao todo, 21 pessoas perderam a vida em janeiro e fevereiro, sendo a maioria delas na Baixada Fluminense. As mortes foram resultado de afogamentos, deslizamentos de terra e descargas elétricas.

Nos dias 14 e 15 de janeiro do ano passado, por exemplo, nove óbitos foram registrados no Sistema Integrado de Informações sobre Desastres (S2ID), vinculado à Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, em cidades como Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São João de Meriti e Belford Roxo. As enchentes também inundaram inúmeros bairros, levando muitas famílias a perderem tudo o que possuíam.

2024: O ano mais quente da história

Os eventos trágicos de 2024 não são inéditos no histórico da região, que sofre com enchentes desde, pelo menos, a década de 1930. Entretanto, o cenário tem se tornado mais grave com o aumento das temperaturas globais e o crescimento das chuvas. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) confirmou que 2024 foi o ano mais quente já registrado no Brasil, um fator que intensificou os temporais e suas consequências devastadoras.

— Estamos conscientes dos efeitos das mudanças climáticas e dos eventos extremos que vêm atingindo toda a população, e, por isso, é preciso investir em medidas preventivas imediatas — declarou o governador Cláudio Castro.

O Inea está conduzindo um estudo técnico na região hidrográfica da Baía de Guanabara para determinar as prioridades de limpeza e desassoreamento em São João de Meriti. A intenção é evitar que o acúmulo de lixo chegue aos córregos, agravando o risco de alagamentos.

— O Limpa Rio é um dos nossos principais programas e temos como missão expandi-lo cada vez mais. No verão, entendemos a urgência desse trabalho — destacou Bernardo Rossi, secretário do Ambiente e Sustentabilidade.

Medidas em Nova Iguaçu

Na mesma semana, o prefeito de Nova Iguaçu, Dudu Reina, reuniu sua equipe para estabelecer metas que visam reduzir os impactos das chuvas na cidade. Em execução desde dezembro, o Plano de Contingência de Proteção e Defesa Civil prevê ações como o monitoramento e mapeamento de áreas de risco, a criação de abrigos temporários e a manutenção regular de bueiros, canais e rios.

A prefeitura também anunciou o reforço na atuação da nova Guarda Municipal, que foi treinada para agir em situações de emergência. Além disso, firmou um convênio com a Prefeitura de Niterói para acesso a dados do radar climático e estabeleceu uma parceria com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), que disponibilizará informações detalhadas coletadas por cinco estações meteorológicas localizadas na região.

— O objetivo é adotar medidas preventivas e garantir uma resposta rápida para reduzir os impactos das chuvas e ventanias — afirmou o prefeito Dudu Reina.

Com informações do Extra online.

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