Após elogiar medida de Lula, Michelle Bolsonaro diz que pauta está ‘acima de ideologias’

Ex-primeira-dama volta às redes após elogiar política do governo Lula para educação de surdos e afirma que a causa está acima de partidos

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (4) que a defesa das pessoas com deficiência está “acima de qualquer ideologia ou partido”. A declaração foi publicada em suas redes sociais, após a repercussão positiva de um elogio feito por ela à Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (Pnebs), lançada pelo Ministério da Educação (MEC).

“Sempre fui uma defensora das pessoas com deficiência. Essa é a pauta do meu coração e ela está acima de qualquer ideologia ou partido”, escreveu Michelle.

A manifestação ocorre em meio à repercussão de seu posicionamento favorável à política pública voltada à comunidade surda, iniciativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O gesto chamou atenção por partir de uma das principais lideranças do campo bolsonarista.

Bolsonaristas atacam

A publicação também acontece durante a crise política envolvendo Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República. Recentemente, a ex-primeira-dama afirmou ter se sentido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” durante uma conversa telefônica com o enteado sobre articulações internas do partido.

Após elogiar a iniciativa do governo federal, Michelle passou a receber críticas de parte da base bolsonarista nas redes sociais. Aliados de Flávio Bolsonaro chegaram a compartilhar imagens associando a ex-primeira-dama ao PT, enquanto apoiadores do governo ironizaram a situação.

A Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos busca ampliar a inclusão de estudantes surdos na rede de ensino. Segundo dados do Ministério da Educação, apenas 12% das redes de ensino brasileiras contam com materiais pedagógicos adequados em Libras, e somente 2.501 professores possuem formação continuada em educação bilíngue para surdos.

O levantamento também aponta que avaliações em formato VídeoLibras alcançam apenas 1,31% dos estudantes, indicando a necessidade de ampliar as políticas públicas voltadas à acessibilidade e à inclusão educacional.

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