Depois de vários dias de divergências públicas entre Jean Paul Prates e Alexandre Silveira, de ataques mútuos por causa do reajustes dos preços dos combustíveis, Lula marcou para hoje, às 15h, uma reunião com os dois no Palácio do Planalto. Do encontro, participará também Fernando Haddad. A informação é do colunista Lauro Jardim, do GLOBO.
A troca de ironias entre o presidente da Petrobras e o ministro de Minas e Energia foi intensa no início do governo, depois havia entrado em estado de calmaria, mas voltou com força total desde sexta-feira passada, sustentada por entrevistas e posts nas redes sociais.
No Palácio do Planalto, há uma opinião consensual: a de que Lula “perdeu a paciência” com Prates, segundo a expressão usada por um auxiliar do presidente que prefere o anonimato. Outra crítica a Prates no governo é de que ele teria “se curvado aos interesses dos acionistas minoritários”
Conforme publicou ontem a colunista do GLOBO Malu Gaspar, Rui Costa já trabalha o nome de seu secretário do Programa de Parcerias e Investimentos, Marcos Cavalcanti, para o lugar de Prates. Outra ala do governo diz que não há ainda qualquer consenso sobre quem poderia substituir o atual presidente da Petrobras.
Publicamente, nunca se viu Lula fazer qualquer reparo à atuação de Prates na Petrobras. Mas o assunto em questão, ao menos da divergência entre Prates e Silveira, é caro ao presidente: o aumento do preço dos combustíveis.
Silveira diz que a Petrobras já deveria ter diminuído o preço que cobra, pois há espaço para tal medida (“No último aumento da Petrobras o Brent estava US$ 92. Hoje estava em US$ 78.”). Prates nega que a redução já pudesse ter sido feita.
Em conversas reservadas, o presidente da Petrobras costuma dizer que tem uma relação direta com Lula e, sempre que é necessário, explica os motivos das reduções ou do aumento do preço da gasolina, diesel e gás.
O que esperar da reunião de hoje? Um puxão de orelhas em Prates? Sua demissão? Um ministro de Lula, que prefere não falar publicamente sobre o assunto, diz que “o presidente não fará as coisas todas de uma vez”, sugerindo que a intenção não é demitir Prates, ao menos não hoje.
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