Após o desabamento da nave central da Igreja da Ordem Primeira de Nossa Senhora do Carmo em Angra dos Reis na última segunda-feira um grupo técnico do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) realizou uma vistoria no local na manhã desta terça-feira. Após um trabalho de investigação feito em conjunto com equipes da prefeitura de Angra dos Reis e da Ordem do Carmo, grupo religiosa responsável pela igreja, as causas exatas do desabamento continuam sendo investigadas. Para ser realizada a restauração do local, é necessário que a Ordem envie uma proposta de projeto ao Iphan, que irá analisá-la e aprová-la.
Em nota enviada ao GLOBO, o Iphan salienta que, no dia 24 de maio, a equipe técnica “realizou uma vistoria no conjunto arquitetônico”. Na ocasião, segundo o instituto, foi identificado “o deslocamento de diversas telhas na cobertura da Igreja da Ordem Primeira de Nossa Senhora do Carmo, bem como peças de madeira que compõem a estrutura do telhado desgastadas e apodrecidas por ação da umidade provinda de infiltração e ação de cupins”. De acordo com informações da prefeitura de Angra dos Reis, o local já estava interditado pela Defesa Civil e o acervo e o mobiliário já haviam sido retirados.
O teto da nave central da igreja principal do Convento do Carmo, da Ordem Primeira do Carmo, em Angra dos Reis, desabou nesta segunda-feira. Trata-se de um conjunto tombado como patrimônio, formado por duas igrejas e o convento. Separado do templo destruído por uma torre sineira, a Igreja da Ordem Terceira do Carmo está em obras. Não houve feridos no desabamento.

O conjunto fica no início da Rua do Comércio, ao lado da Praça General Osório, no Centro da cidade. Uma placa afixada na fachada mostra que as obras da igreja que não desabou são para a recuperação do telhado, além de revestimento e pintura geral. O serviço custa R$ 829 mil. A responsável pela obra é a Contrate de Angra Construções, contratada pela prefeitura.
As construções existentes são do século XVIII. O convento atual começou a ser erguido em 1722, sendo inaugurado parcialmente em 1726. Pela sua importância histórica e cultural, o conjunto foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em 1944.
Com informações de O Globo





