A crise entre o governo Lula e o Congresso Nacional ganhou um novo capítulo nesta semana — e agora o alerta veio de dentro do próprio Partido dos Trabalhadores. O prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, usou as redes sociais para enviar um recado direto ao Palácio do Planalto: “Não é hora de esticar a corda! É hora de botar água na fervura!”
A declaração ocorre após a dura derrota do governo no Congresso com a derrubada do decreto do IOF, o que reacendeu debates internos sobre uma possível judicialização do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). Enquanto figuras como o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendem o confronto jurídico, Quaquá se posiciona pelo caminho oposto: o do diálogo.
“Sou petista desde os 14 anos. O PT é o partido da minha vida! Da favela ao poder, foi o PT que me possibilitou ser tudo que sou”, escreveu Quaquá em tom emocionado. E completou: “Temos no Lula não só o nosso líder, mas o líder histórico de todo o povo brasileiro”.
O dirigente petista pediu que o partido e o governo proponham um “pacto de desenvolvimento nacional” envolvendo forças políticas, econômicas e institucionais, reforçando que crises devem ser superadas com diálogo e não com enfrentamentos que podem isolar o Executivo.
A fala ganhou força nas redes sociais e nos bastidores de Brasília, especialmente por partir de uma das vozes mais ativas da militância petista e de um aliado histórico de Lula. Quaquá ainda demonstrou confiança na futura gestão de Edinho Silva na presidência do PT, apostando que ele ajudará a construir pontes entre o governo e o Congresso.
“Vamos buscar novos caminhos e oportunidades”, disse. “Tenho certeza que Edinho vai auxiliar o presidente Lula a seguir em frente melhorando a vida do povo e unindo o país em torno desse objetivo.”
A postagem ocorre em meio a um clima de tensão dentro do governo, que avalia qual será o próximo passo após o revés legislativo. Com a judicialização sendo cogitada como reação, a fala de Quaquá surge como um sinal de alerta — e um pedido por cautela num momento decisivo para a governabilidade de Lula.





