Vinte e dois dias após ser fortemente atacado por vândalos, o plenário do STF está pronto para receber a primeira sessão de 2023.
As informações são do Metrópoles.
Uma força-tarefa de profissionais se reuniu para conseguir recuperar pelo menos parte do edifício-sede da Corte antes do início do ano judiciário.
Equipes terceirizadas, funcionários da limpeza, grupos de arquitetos, marceneiros, vidraceiros e restauradores deixaram o local mais afetado da estrutura do Supremo pronto para o dia 1º de fevereiro.
Todos os vidros quebrados foram trocados, as cadeiras do plenário, que tinham sido destruídas e retiradas do lugar, tiveram de ser reformadas e o carpete passou por limpeza especial.
Devido ao tombamento histórico do prédio, os itens não podiam ser trocados. Por isso, o trabalho de recuperação e reforma foi essencial para o retorno, dentro dos padrões exigidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A fiação elétrica, as câmeras e os armários tiveram de ser recolocados. As togas dos ministros, roubadas nos atos de 8 de janeiro, foram compradas e podem ser usadas na primeira sessão.
O brasão da República e o crucifixo que também compõem o ambiente foram restaurados e recolocados em seus lugares. E a equipe de limpeza eliminou as pichações.
Conforme a presidente do STF, ministra Rosa Weber, havia adiantado em reunião com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o plenário está pronto para os primeiros julgamentos do ano.
O prejuízo total estimado com os atos terroristas no STF é de R$ 5,9 milhões. Ainda não há estimativa de quanto ficou a reforma só do Plenário.
Embora o prédio principal da Corte ainda esteja com as salas fechadas devido à forte danificação de sua parte elétrica e de seus aparelhos eletrônicos, o símbolo maior do Judiciário estará pronto para a retomada dos trabalhos, demonstrando força e a necessidade de o país restabelecer a normalidade.
Veja vídeo gravado na última sexta-feira (27/1), enquanto profissionais trabalhavam para concluir a reforma do plenário:






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