A pastora e pré-candidata a deputada estadual pelo PL, Renata Vieira, voltou às redes sociais para apresentar sua versão sobre a confusão com um entregador de móveis, registrada em vídeo e amplamente compartilhada na internet. Em uma publicação, ela exibiu hematomas nas mãos e nas pernas, afirmou que também foi vítima de agressões e disse que novas imagens poderão esclarecer o caso.
Renata ganhou repercussão nacional após ser filmada agredindo um entregador em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Nas gravações feitas por testemunhas, ela aparece desferindo tapas, fazendo xingamentos e, em determinado momento, arremessando pedras contra o trabalhador.
Pastora diz que também foi agredida
Em vídeo publicado nas redes sociais, Renata afirmou que recebeu atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), acompanhada por um policial militar, e mostrou os hematomas que, segundo ela, foram provocados durante a confusão.
A pré-candidata declarou que sofreu “chutes, socos, bicudos e beliscões” e contestou a narrativa de que teria sido a única agressora. Ela afirmou que pretende apresentar provas e disse acreditar que novas imagens poderão confirmar sua versão dos fatos.
Versões são divergentes
Segundo Renata Vieira, o conflito começou após o entregador descobrir que ela é pré-candidata pelo Partido Liberal (PL). Ela afirma ter sido alvo de ofensas e hostilidade por motivos políticos.
Já a versão apresentada pelo entregador é diferente. Segundo relato divulgado por moradores e reproduzido pela imprensa, a discussão teria começado porque ele informou que não conseguiria realizar sozinho a entrega de um sofá e precisaria do auxílio de outro funcionário, situação que teria desagradado a cliente.
As imagens que circularam nas redes mostram a pastora correndo atrás do entregador e tentando impedir que ele deixasse o local com os móveis. Em determinado momento, ela questiona o homem se teria sido agredida, enquanto ele pede para que ela o solte.
Defesa admite erro
Após a repercussão do caso, Renata reconheceu que não deveria ter agredido o entregador com tapas, mas reforçou que também sofreu violência durante a discussão.
Ela afirmou ainda que sua defesa busca imagens de câmeras de segurança que, segundo diz, registraram as agressões praticadas pelo entregador.
A pastora também declarou sofrer de transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), decorrente de episódios de violência doméstica vividos no passado, e afirmou que essa condição contribuiu para sua reação durante o episódio.
Polícia investiga o caso
Em nota pública, Renata Vieira afirmou que sofreu ofensas e insinuações de cunho político e classificou como inaceitável qualquer forma de intolerância motivada por posicionamentos ideológicos.
Segundo o comunicado, foi registrado boletim de ocorrência, a pré-candidata recebeu atendimento médico e passou por exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML).
A Polícia Civil de Minas Gerais investiga o caso e deverá apurar as circunstâncias da confusão, além da responsabilidade de cada um dos envolvidos.






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