A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) determinou que a Unimed do Brasil adote providências imediatas para regularizar o atendimento aos beneficiários da Unimed Ferj, após uma série de reclamações envolvendo falhas na prestação de serviços. A informação é de O Globo.
Segundo ofício enviado nesta terça-feira, a agência reguladora afirma que, mesmo após a confederação assumir, em novembro, a gestão do atendimento e da rede credenciada da federação fluminense, os problemas persistem e a situação segue “longe de ser resolvida”.
Reclamações continuam e atingem casos graves
De acordo com a ANS, beneficiários seguem relatando diariamente dificuldades para acessar serviços. Entre os principais problemas estão a desatualização do guia médico, ausência de contatos telefônicos e redução da rede hospitalar disponível.
As falhas também afetam atendimentos de maior urgência, incluindo casos oncológicos e situações emergenciais, com relatos de atrasos e dificuldades no acesso ao cuidado adequado.
Cobrança indevida por médicos preocupa agência
Outro ponto destacado pela ANS é a cobrança indevida por parte de médicos cooperados. Mesmo após começarem a receber pelos atendimentos desde 20 de novembro, alguns profissionais continuam exigindo pagamento direto dos pacientes, alegando dívidas antigas da Unimed Ferj.
A agência determinou que a Unimed do Brasil esclareça quais medidas estão sendo adotadas para coibir essa prática e garantir o cumprimento dos contratos.
Exigências e prazo de 48 horas
No documento, a ANS listou uma série de obrigações que devem ser cumpridas imediatamente pela operadora. Entre elas, estão a atualização e divulgação do guia médico por tipo de plano e a apresentação da real situação da rede credenciada.
Também foi exigida a recomposição da rede do plano Delta, além da criação de canais efetivos de atendimento, como telefone, e-mail e WhatsApp, para facilitar o contato dos beneficiários.
Risco de sanções em caso de descumprimento
A Unimed do Brasil terá prazo de 48 horas para apresentar um relatório detalhado com todas as medidas adotadas para corrigir as falhas. O documento deve contemplar ações concretas para regularizar o atendimento e resolver as irregularidades apontadas.
A ANS alertou que o não cumprimento das determinações pode resultar na aplicação de sanções administrativas e legais contra a operadora.





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