Ancelotti desiste da seleção brasileira e CBF mira Jorge Jesus como plano B

Segundo jornais espanhóis, técnico do Real Madrid recusou proposta após receber oferta milionária da Arábia Saudita

A novela envolvendo o futuro treinador da seleção brasileira ganhou um novo capítulo nesta terça-feira (29), com direito a reviravolta. De acordo com os jornais espanhóis Marca e AS, o técnico Carlo Ancelotti recusou oficialmente a proposta da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para assumir o comando da equipe. A informação foi repercutida no Brasil pelo blog do Diogo Dantas, que apontou o português Jorge Jesus como principal alternativa da entidade. A informação foi publicada por O Globo.

A decisão do treinador italiano teria sido motivada pelo surgimento de uma proposta tentadora do futebol saudita. Embora o clube interessado não tenha sido revelado, os valores envolvidos giram em torno de 50 milhões de euros por ano — aproximadamente R$ 321 milhões —, cifra bastante superior à oferecida pela CBF, que girava em torno de 8 milhões de euros anuais (R$ 50 milhões).

Ancelotti chegou a se reunir em Londres, na segunda-feira (28), com empresários brasileiros que intermediavam as tratativas com a CBF. O encontro, no entanto, frustrou as expectativas da comitiva brasileira. Segundo o Marca, o técnico conversou diretamente por telefone com o presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, para agradecer pelo interesse e comunicar sua desistência.

A CBF contava com a chegada do treinador em maio, para que ele assumisse oficialmente o cargo antes da próxima Data Fifa, marcada entre os dias 2 e 10 de junho. A ideia da entidade era que Ancelotti convocasse os jogadores no dia 26 de maio e já comandasse a seleção nos jogos contra Equador e Paraguai, válidos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2026. Contudo, o treinador havia sinalizado que só poderia se apresentar após o Mundial de Clubes da Fifa, entre junho e julho — condição considerada inaceitável pela direção da entidade brasileira.

Apesar de ainda ter contrato com o Real Madrid até 2026, a saída de Ancelotti do clube espanhol já é dada como certa. A imprensa de Madri aponta o espanhol Xabi Alonso, atualmente no Bayer Leverkusen, como favorito para sucedê-lo.

Com o fim das tratativas com o italiano, a CBF volta suas atenções a Jorge Jesus, atual treinador do Al-Hilal, da Arábia Saudita. O técnico português sempre demonstrou interesse em dirigir a seleção brasileira e é considerado um nome viável por Ednaldo Rodrigues. Contudo, o Al-Hilal também disputará o Mundial de Clubes neste meio de ano, o que pode dificultar a liberação imediata.

Desde a saída de Dorival Júnior, a CBF tem trabalhado em duas frentes: Ancelotti era o plano A, mas Jorge Jesus sempre foi tratado como uma opção segura e com apoio entre membros da direção e conselheiros da entidade. Agora, com o impasse em torno de prazos e compromissos dos técnicos, a definição do novo comandante da seleção pode se prolongar além do esperado.

A seleção segue sem treinador oficial para os compromissos decisivos do primeiro semestre, em um momento em que a reformulação do time e a preparação para o ciclo da Copa de 2026 se tornam cada vez mais urgentes.

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