O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (SP), afirmou que o partido condiciona o apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) a um acordo de reciprocidade com o Partido Liberal nos estados. Segundo o dirigente, a legenda espera que o PL apoie candidatos do Republicanos aos governos estaduais como contrapartida à aliança nacional.
A declaração foi dada durante entrevista ao Grupo Z de Comunicação e ocorre em meio às negociações entre as duas siglas para as eleições de 2026. Pereira afirmou que, sem um entendimento, o Republicanos poderá adotar uma posição de neutralidade na disputa presidencial.
Partido quer apoio nos estados
Marcos Pereira explicou que o Republicanos possui oito pré-candidatos ao governo estadual e considera que pelo menos seis deles têm chances reais de vitória, com base em pesquisas encomendadas pela legenda.
Segundo o dirigente, em estados como São Paulo e Minas Gerais, os pré-candidatos do Republicanos fortalecem mais a candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro do que o contrário.
Já em Mato Grosso e Roraima, onde o partido atualmente governa os estados, Pereira afirmou que uma aliança com o PL poderia garantir vitórias ainda no primeiro turno e contribuir também para a eleição de senadores da legenda de Flávio Bolsonaro.
“Flávio é o que temos para hoje”
O presidente do Republicanos revelou que conversou recentemente com Flávio Bolsonaro e com o senador Rogério Marinho (PL-RN) para discutir os termos da aliança.
Segundo Pereira, durante o encontro, ouviu que as prioridades do PL são, pela ordem, a eleição para a Presidência da República, o Senado, a Câmara dos Deputados e, por último, os governos estaduais.
Diante desse cenário, ele questionou a resistência do PL em abrir espaço para o Republicanos em alguns estados.
“Por que não abrir mão desses dois estados, que são extremamente importantes para nosso partido?”
Ao comentar a escolha de Flávio Bolsonaro como candidato do PL à Presidência, Marcos Pereira afirmou:
“Flávio não foi a melhor escolha, mas é o que temos para hoje.”
Negociação deve ser concluída até agosto
Pereira informou que a definição sobre uma eventual aliança deve ocorrer até o dia 1º de agosto, antes da convenção nacional do Republicanos, marcada para 4 de agosto.
Segundo ele, caso não haja reciprocidade por parte do PL, a tendência é que o Republicanos permaneça neutro na disputa presidencial. O dirigente também descartou qualquer possibilidade de apoio à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nas negociações, um dos principais ativos oferecidos pelo Republicanos é o tempo de propaganda eleitoral em rádio e televisão, considerado estratégico para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro na corrida ao Palácio do Planalto.





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