O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta vermelho para tempestades severas em Santa Catarina e outros 14 estados, a partir deste domingo. Segundo o órgão, a frente fria intensa está associada à formação de um ciclone extratropical próximo à foz do Rio da Prata, fenômeno que tende a potencializar rajadas superiores a 100 km/h e chuva forte.
De acordo com o Inmet, o risco é considerado de grande perigo, especialmente no Oeste catarinense. A instabilidade também poderá causar alagamentos, queda de árvores, danos em edificações e interrupções no fornecimento de energia elétrica. Há ainda possibilidade de granizo e ocorrência de tornados ou correntes de vento localizadas.
Ciclone extratropical intensifica instabilidade
A atuação do ciclone extratropical deve provocar chuva superior a 60 mm/h ou acima de 100 mm/dia, com rajadas intensas. A instabilidade tende a se deslocar rapidamente, e em Santa Catarina o alerta permanece válido até a madrugada de segunda-feira.
O avanço do sistema começa ainda na madrugada de domingo pelo Rio Grande do Sul. Ao longo da manhã, as tempestades atingem o Oeste catarinense e, durante a tarde e noite, se espalham por todo o estado. Na madrugada de segunda-feira, o foco passa a ser o Norte de Santa Catarina.
Entenda os níveis de alerta
O Inmet classifica eventos meteorológicos severos em três categorias: amarelo (perigo potencial), laranja (perigo) e vermelho (grande perigo). O aviso atual se enquadra no nível mais alto, caracterizado por danos significativos e risco à integridade física.
Além de Santa Catarina, municípios de 15 estados constam no aviso de risco severo. As áreas mais vulneráveis incluem regiões do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e parte do Norte do país.
Orientações de segurança
O Inmet recomenda que moradores das áreas sob alerta evitem se abrigar sob árvores durante rajadas fortes, mantenham distância de placas, torres e estruturas metálicas e procurem locais seguros em caso de queda de granizo.
A recomendação também é evitar deslocamentos desnecessários e acompanhar atualizações oficiais para reduzir riscos associados ao temporal.
LEIA MAIS






Deixe um comentário