Alerj debate projeto que visa frear possível uso eleitoral do Instituto Rio Metrópole

Proposta de deputados do PL busca revogar lei que permite ao IRM realizar obras em municípios, alegando favorecimento político.

Um projeto de lei complementar (PLC 32/2025) que visa impedir o uso eleitoral do Instituto Rio Metrópole (IRM) está em análise na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). De autoria dos deputados Alan Lopes e Filippe Poubel, ambos do PL, a proposta busca revogar a Lei Complementar 212/2023, que autoriza o IRM a realizar obras de infraestrutura em diversos municípios do estado.

Os deputados Lopes e Poubel argumentam que o órgão tem favorecido determinados municípios em detrimento de outros, especialmente aqueles com menor relevância eleitoral. Eles alegam que o IRM tem lançado uma série de licitações para obras como sistemas de saneamento, sinalização e asfalto, beneficiando redutos eleitorais de aliados.

“A Lei Complementar 212 teve um viés eleitoral, utilizando o Instituto Rio Metrópole como instrumento político para alcançar benefícios eleitorais. Obras de pavimentação em vias urbanas foram realizadas e associadas a determinados políticos, evidenciando essa finalidade”, afirmam os deputados em sua justificativa.

Parecer da PGE

A iniciativa dos deputados cita ainda um parecer da Procuradoria Geral do Estado (PGE) que declara a LC 212 inconstitucional. Eles questionam o uso de R$ 150 milhões destinados ao IRM, em um momento em que o estado se encontra em Regime de Recuperação Fiscal. A intenção dos autores é fazer com que o instituto retorne a sua atribuição original, com atuação voltada ao planejamento.

“Não é razoável que o estado, em Regime de Recuperação Fiscal, destine R$ 150 milhões para o fortalecimento do capital eleitoral de determinados políticos”, criticam os parlamentares.

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