Alberto Fernández decreta feriado na Argentina e afirma: “atentado a Cristina é o ato mais grave desde a retomada da democracia” 

ARN – O presidente da Argentina, Alberto Fernández, falou ontem (1) em rede nacional e descreveu a tentativa de assassinato contra a vice-presidente do país, Cristina Fernández de Kirchner, como o evento “mais grave” desde a retomada da democracia. “Esse fato é gravíssimo, é o mais grave que aconteceu desde que recuperamos nossa democracia. Cristina…

ARN O presidente da Argentina, Alberto Fernández, falou ontem (1) em rede nacional e descreveu a tentativa de assassinato contra a vice-presidente do país, Cristina Fernández de Kirchner, como o evento “mais grave” desde a retomada da democracia.

“Esse fato é gravíssimo, é o mais grave que aconteceu desde que recuperamos nossa democracia. Cristina continua viva porque, por um motivo tecnicamente não confirmado, a arma, que tinha cinco balas, não disparou apesar de ter sido acionada”, disse o presidente argentino. 

Além disso, disse que esta situação “comove todo o povo argentino”, principalmente aqueles que são seus companheiros e destacou que o ocorrido merece “o mais enérgico repúdio de toda a sociedade argentina”.

Fernández também revelou que entrou em contato com a juíza a quem o caso foi atribuído e pediu que ela “esclareça rapidamente” as responsabilidades e os fatos, e garanta a vida do autor do tiro, que está preso.

“Somos obrigados a recuperar a convivência democrática, que foi quebrada pelo discurso de ódio que se espalhou de diferentes espaços políticos, judiciais e midiáticos da sociedade argentina”, considerou.

Para o presidente, discursos que promovem o ódio “não podem acontecer porque geram violência”. “Estamos diante de um fato de extrema gravidade institucional e humana. Nossa vice-presidente foi atacada e a paz social foi perturbada”, enfatizou. 

Nesse sentido, Fernández pediu um feriado nacional nesta sexta-feira para que “em paz e harmonia o povo argentino possa se expressar sobre a vida, a democracia” e em solidariedade com a vice-presidente.

“A Argentina não pode perder mais um minuto, não há tempo. É necessário banir a violência e o ódio do discurso político e midiático e de nossa vida em sociedade. Apelo a todos (…), toda a liderança política e social, os meios de comunicação e a sociedade em geral para que rejeitem qualquer forma de violência. Precisamos isolar, não validar e repudiar as palavras desqualificantes, estigmatizantes e ofensivas que apenas nos dividem e nos confrontam”, concluiu. 

A vice-presidente sofreu uma tentativa de assassinato quando chegou à porta de sua casa. Enquanto cumprimentava militantes, um homem se aproximou com uma arma e tentou atirar no rosto dela..

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