O Airbnb anunciou o patrocínio ao Carnaval de rua do Rio de Janeiro e será a plataforma oficial de hospedagens e acomodações durante a folia. A iniciativa reforça a estratégia da empresa de se posicionar como alternativa em períodos de alta demanda turística na capital fluminense, especialmente em grandes eventos populares.
No Carnaval do ano passado, mais de 80 mil hóspedes utilizaram o Airbnb no Rio, em um cenário em que a ocupação da rede hoteleira chegou a 98,62% durante o feriado. O movimento acompanha um crescimento expressivo do fluxo de turistas observado também em outras datas festivas, como o Réveillon e o megashow de Lady Gaga em Copacabana, quando mais de 60 mil fãs se hospedaram em imóveis cadastrados na plataforma.
Segundo a empresa, a parceria com o carnaval de rua dialoga com o perfil de viajantes que buscam experiências culturais e contato direto com a cidade. A diretora-geral do Airbnb na América do Sul, Fiamma Zarife, destacou que o carnaval carioca reúne diversidade, energia e manifestações culturais que atraem hóspedes interessados em vivências autênticas durante a viagem.
Além do patrocínio oficial, o Carnaval de rua do Rio passou por mudanças recentes nas regras de financiamento dos desfiles. Desde fevereiro do ano passado, blocos autorizados pela prefeitura podem buscar patrocínios próprios, além do patrocinador principal do evento. A liberação ocorreu após a publicação de uma portaria da Riotur no Diário Oficial do município.
De acordo com a norma, os organizadores dos blocos devem submeter os projetos de patrocínio à Riotur e aguardar a manifestação formal do órgão antes de fechar parcerias. São permitidas ações como uso de estandartes, camisetas, brindes e caracterização de carros de som, desde que não comprometam a visibilidade dos patrocinadores oficiais nem a identificação dos blocos.
A portaria prevê que projetos podem ser vetados, de forma parcial ou total, caso apresentem conteúdo considerado incompatível com manifestações culturais e artísticas realizadas em espaço público. Segundo a prefeitura, a medida busca apoiar os blocos oficiais diante do crescimento do carnaval de rua e do aumento dos custos operacionais para viabilizar os desfiles.
A possibilidade de patrocínio próprio não se aplica aos blocos não oficiais, que não integram a programação autorizada pela Riotur e não contam com suporte operacional de órgãos municipais como Comlurb e CET-Rio.






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