Agência europeia exige inspeção de 16 Airbus A380 após fissuras nas asas

Medida da Easa atinge aeronaves da Emirates e da Qantas após identificação de possíveis falhas estruturais em asas do modelo A380

A Agência Europeia para a Segurança da Aviação (Easa) determinou a inspeção de 16 aeronaves Airbus A380 após a identificação de fissuras na estrutura das asas de um dos aviões do modelo. A medida foi confirmada pela própria Airbus nesta terça-feira, 23.

Segundo o fabricante europeu, cinco dessas aeronaves deverão passar por verificação imediata, antes de realizarem o próximo voo, devido ao risco potencial associado à integridade estrutural.

As demais unidades também estão incluídas na determinação da agência reguladora e deverão ser inspecionadas dentro de prazos estabelecidos para garantir a segurança operacional.

Inspeção afeta Emirates e Qantas

Entre as aeronaves listadas, 15 pertencem à Emirates, companhia dos Emirados Árabes Unidos, e uma é operada pela Qantas, da Austrália. A Emirates é a maior operadora mundial do modelo A380, com uma frota superior a uma centena de unidades.

Cinco aviões da companhia com sede em Dubai deverão ser inspecionados de forma urgente, já a partir desta quarta-feira, 24, antes de novos voos comerciais.

A Qantas também terá uma aeronave incluída no processo de verificação, seguindo a mesma diretriz de segurança estabelecida pela Easa.

Fissuras foram detectadas em inspeções anteriores

As fissuras que motivaram a medida foram identificadas em uma aeronave durante inspeções realizadas em dezembro de 2025. De acordo com a Airbus, as falhas podem comprometer a integridade estrutural das asas.

A fabricante informou que todos os A380 com histórico de produção semelhante foram incluídos na análise preventiva, após a descoberta do problema.

O objetivo das inspeções é avaliar a extensão das possíveis falhas e evitar riscos operacionais durante a utilização das aeronaves.

Airbus e easa avaliam necessidade de reparos

A Airbus afirmou que, em conjunto com a Easa, irá definir se será necessário realizar reparos estruturais nas aeronaves afetadas após as inspeções iniciais.

As demais 11 aeronaves poderão ser verificadas posteriormente, mas deverão passar por inspeção obrigatória antes de completarem o 13º voo dentro do cronograma operacional.

A fabricante reforçou que segue protocolos de segurança rigorosos para garantir a confiabilidade do modelo A380 em operação comercial.

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