A agência Moody’s elevou a classificação de risco do Brasil, aumentando o rating de Ba2 para Ba1, com manutenção da perspectiva positiva para o país. De acordo com a agência, o crescimento econômico mais robusto do que o esperado foi um dos fatores que contribuíram para essa melhoria.
As reformas fiscais e econômicas implementadas também foram apontadas como responsáveis pelo avanço do rating. A Moody’s destacou que, apesar das melhorias, a credibilidade do novo arcabouço fiscal do país ainda é considerada moderada, o que impacta no custo da dívida pública. A agência também afirmou que a dívida deve se estabilizar no médio prazo, embora permaneça em um patamar relativamente elevado.
A elevação da nota de crédito do país vem menos de uma semana depois do encontro do presidente Lula, em Nova York, com representantes das agências Standard & Poor’s e Moody’s durante a viagem aos Estados Unidos para discursar na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Essas agências avaliam a capacidade de uma instituição ou país pagar suas dívidas. De acordo com a capacidade, são atribuídas notas que podem ir de AAA (o famoso triple A), para os melhores pagadores, a D, para quem está em situação de inadimplência.
Em 2008, o Brasil ganhou o grau de investimento pela primeira vez em sua História, conferido pela S&P. A decisão foi seguida pelas outras duas grandes agências: Fitch, no mês seguinte, e Moody’s, em setembro de 2009.
A S&P retirou o grau de investimento do Brasil em 2015 em meio a um contexto de grave crise econômica. A Fitch também cortou o grau de investimento no mesmo ano e fez novo rebaixamento em 2018. A Moody´s removeu o selo de bom pagador do Brasil em 2016.
Com informações de O Globo.





