O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro realizou 840 resgates em praias de todo o estado durante a virada do ano para 2026. O total representa um aumento expressivo de 2.445% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando foram contabilizados apenas 33 salvamentos.
De acordo com a corporação, a maior parte das ocorrências se concentrou na faixa litorânea entre o Leme e São Conrado, onde 547 pessoas precisaram de ajuda. Em Copacabana, palco da principal festa de Réveillon do país, foram registrados 248 resgates.
O grande fluxo de banhistas, aliado às condições adversas do mar, contribuiu para o aumento significativo das ocorrências ao longo do dia 31 de dezembro e da madrugada do dia 1º de janeiro.
Alerta de ressaca antecedeu a virada do ano
Na quarta-feira (31), antes das celebrações, o Corpo de Bombeiros já havia orientado a população sobre o risco de banho de mar devido à previsão de ondas superiores a 2,5 metros. O alerta foi emitido após aviso de ressaca divulgado pela Marinha do Brasil.
Segundo a corporação, as condições do mar não eram consideradas seguras para banhistas, especialmente durante o período da tarde e da noite, quando a agitação marítima se intensificou em diversos pontos do litoral.
Mesmo com os avisos, muitos frequentadores entraram no mar, o que resultou em um elevado número de acionamentos das equipes de salvamento ao longo da orla carioca.
Buscas por adolescente seguem em Copacabana
Após o alerta de ressaca, o Corpo de Bombeiros foi acionado para localizar um adolescente de 14 anos que desapareceu no mar da Praia de Copacabana, ainda na quarta-feira (31). Até a última atualização, o jovem não havia sido encontrado.
Equipes do 3º Grupamento Marítimo atuam nas proximidades do Posto 2, realizando buscas pela vítima, que permanece submersa. As operações seguem mobilizando guarda-vidas e recursos especializados.
No comunicado da Marinha do Brasil, a previsão era de que a ressaca perdesse intensidade por volta das 6h desta quinta-feira. O fenômeno provoca maior agitação do mar, além da formação de correntes fortes e valas, aumentando o risco de afogamentos.






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