O governo do Afeganistão anunciou, nesta quinta-feira (26), um ataque contra posições militares do Paquistão ao longo da Linha Durand, a fronteira que divide os dois países. A ofensiva é uma retaliação direta aos bombardeios aéreos realizados por Islamabad no último domingo (22).
Segundo o porta-voz talibã, Zabihullah Mujahid, a operação resultou na captura de 15 postos avançados e na morte de soldados paquistaneses. O Ministério da Defesa afegão classificou os combates como “intensos”.
A tensão atual gira em torno do grupo Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP). O Paquistão afirma que militantes do TTP se escondem em solo afegão para organizar ataques terroristas. O governo talibã nega abrigar o grupo e classificou os bombardeios paquistaneses do fim de semana como “provocações repetidas”.
De acordo com autoridades locais e agências internacionais, o confronto armado desta quinta-feira durou mais de duas horas no noroeste montanhoso. Vídeos divulgados por ambos os lados mostram trocas de tiros e movimentação de veículos militares durante a noite. A autenticidade das imagens ainda não foi verificada de forma independente.
O Ministério da Informação do Paquistão declarou que reagiu a “disparos não provocados” e que destruiu equipamentos das forças afegãs.
“Se o Paquistão atacar Cabul ou grandes cidades, o Afeganistão vai atingir centros-chave e cidades importantes do país vizinho”, alertou o porta-voz Mujahid, embora tenha ressaltado que o grupo não busca ampliar o conflito.
O Paquistão reiterou que tomará todas as medidas necessárias para proteger sua integridade territorial e sua população.






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