Advogados de Bolsonaro negam em nota apropriação ou desvio de ‘bens públicos’

Os advogados de Jair Bolsonaro divulgaram na noite desta sexta-feira (11) nota negando que o ex-presidente tenha se apropriado ou desviado “bens públicos” e afirmou que coloca à disposição da Justiça a movimentação financeira de seu cliente. Nesta sexta-feira, além de realizar uma operação que apura um suposto esquema de desvio de joias e outros…

Os advogados de Jair Bolsonaro divulgaram na noite desta sexta-feira (11) nota negando que o ex-presidente tenha se apropriado ou desviado “bens públicos” e afirmou que coloca à disposição da Justiça a movimentação financeira de seu cliente.

Nesta sexta-feira, além de realizar uma operação que apura um suposto esquema de desvio de joias e outros itens de luxo para o patrimônio privado do ex-presidente, a Polícia Federal pediu a quebra de sigilo fiscal e bancário de Bolsonaro.

“O Presidente Bolsonaro reitera que jamais apropriou-se ou desviou quaisquer bens públicos, colocando à disposição do Poder Judiciário sua movimentação bancária”, diz a nota assinada pelos escritórios de advocacia D.B. Tesser e Paulo Amador Cunha Bueno.

A defesa de Bolsonaro também diz que o ex-presidente “voluntariamente e sem que houvesse sido instado, peticionou junto ao TCU – ainda em meados de março, p.p. -, requerendo o depósito dos itens (joias presenteadas por governo estrangeiro) naquela Corte, até final decisão sobre seu tratamento, o que de fato foi feito”.

Nesta sexta-feira, os agentes da corporação cumpriram mandados de busca e apreensão contra o general Mauro Cesar Lourena Cid, pai do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens; o advogado Frederick Wassef, que atua na defesa do ex-presidente; e Osmar Crivelatti, que ainda integra a equipe de assessores do presidente.

De acordo com a PF, a ofensiva para incorporar bens públicos ao acervo privado driblou inclusive o setor do Planalto responsável por catalogar os presentes dados ao presidente da República.

Os policiais apuram a existência de uma organização criminosa no entorno de Jair Bolsonaro. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou a operação, afirmou na decisão que há indícios de que o plano ocorreu por “determinação” de Bolsonaro, que não foi alvo da ação policial e nega irregularidades.

Com informações de O Globo.

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