A advogada Bruna Morato denunciou aos senadores ordens irregulares que eram passadas pela Prevent Senior a seus funcionários. A advogada representa 12 médicos da operadora de saúde. Ela prestou depoimento na CPI da Covid no Senado.
Uma das ordens, segundo ela, dizia o seguinte: “entregue o kit [Covid] e não interne o paciente. É uma ordem expressa”.
Isto deixa clara a intenção da operadora de, além de diminuir o número de internações e óbitos pela Covid-19, também economizar no atendimento aos pacientes
Uma internação em decorrência do coronavírus é muito mais cara do que a aplicação do chamado “kit Covid”. O kit é formado por medicamentos comprovadamente ineficazes e perigosos, como a hidroxicloroquina.
Uma segunda ordem aos médicos era que reduzissem a oferta de oxigênio a pacientes internados há mais de 14 dias na UTI. Com isto, eles morriam e os leitos eram liberados. A advogada disse que os chefes afirmavam que, afinal, “óbito também é alta”.
O depoimento desta terça-feira ainda revelou que funcionários da empresa eram obrigados a cantar, com a mão sobre o peito, um ‘hino de lealdade’.
Era uma música da banda de rock dos donos da empresa, a Doctor Pheabes. Os médicos eram obrigados a entoar a canção enquanto os irmãos Parrillo tocavam a música, o que ocorria em eventos da empresa.
Durante o depoimento da advogada também foi lembrado o lema utilizado pelo ex-diretor da Prevent para incentivar seus funcionários: “obediência e lealdade”.
Frase semelhante era usada pela Schutzstaffel – conhecida como SS – uma organização paramilitar da época da Alemanha nazista. Ao que tudo indica, no entanto, o lema foi abolido pela operadora em 2017.
A advogada Bruna Morato também afirmou na CPI que a Prevent Senior trabalhava em aliança com o chamado “gabinete paralelo” da saúde do Palácio do Planalto para disseminar o uso da cloroquina e outros remédios inúteis e perigosos.






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