Adolescente morre após suspeita de picada de cobra em Itaguaí

Família afirma que hospital não tinha soro antiofídico; unidade diz que medicamento foi aplicado, mas jovem não resistiu

Um adolescente de 13 anos, identificado como Miguel de Jesus Silva, morreu após uma suspeita de picada de cobra em Itaguaí, na Baixada Fluminense. A família acusa o hospital municipal de não ter o soro antiofídico necessário para o tratamento.

Família denuncia demora e falta de soro
Segundo parentes, Miguel brincava no quintal de casa na tarde de terça-feira (4) quando foi picado por uma cobra. Ele foi levado ao Hospital Municipal São Francisco Xavier, mas familiares relatam que os médicos demoraram a atender o menino e duvidaram da informação sobre a picada. Miguel sofreu várias paradas cardíacas e morreu durante a noite. A certidão de óbito indica insuficiência cardiorrespiratória, edema pulmonar e hemorragia digestiva.

Hospital nega falta de medicamento e diz que seguiu protocolo
Em nota, o Hospital Municipal São Francisco Xavier afirmou que o adolescente chegou inconsciente, com taquicardia e sem resposta a estímulos, sendo atendido conforme o protocolo de acidentes com animais peçonhentos. A unidade garantiu que o soro antiofídico foi administrado, obtido junto ao Hospital Pedro Segundo, em Santa Cruz, mas o menino não resistiu.

Lei estadual exige soro em todas as unidades de saúde
Embora não haja obrigação para hospitais municipais manterem o soro em estoque, uma lei estadual sancionada em maio deste ano determina que todas as unidades de saúde e parques florestais do Rio de Janeiro disponibilizem o medicamento para casos de emergência envolvendo animais peçonhentos.

Miguel de Jesus Silva tinha 13 anos e morreu com suspeita de picada de cobra em Itaguaí. A família cobra explicações sobre o atendimento prestado e a falta de estrutura no hospital municipal.

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