Ações da Azul disparam após acordo com empresas de “leasing” e dá fôlego ao caixa da companhia aérea

As ações da Azul disparam nesta segunda-feira, após a empresa ter anunciado acordo com empresas de leasing de aeronaves para reestruturação de suas dívidas e que prevê a conversão de parte dos créditos em ações da empresa. O acerto, ao lado do lucro do quarto trimestre divulgado hoje, dá fôlego ao caixa da companhia. Por volta…

As ações da Azul disparam nesta segunda-feira, após a empresa ter anunciado acordo com empresas de leasing de aeronaves para reestruturação de suas dívidas e que prevê a conversão de parte dos créditos em ações da empresa. O acerto, ao lado do lucro do quarto trimestre divulgado hoje, dá fôlego ao caixa da companhia.

Por volta de 15h, os papéis preferenciais da Azul (AZUL4, sem direito a voto) disparavam 34,25%, negociados a R$ 9,71, após atingirem a máxima de R$ 11,49, com alta superior a 50%. As ADRs, recibos de ações, negociados na Bolsa de Nova Yok (Nyse), subiam 40,14% no mesmo horário em Brasília, negociadas a US$ 5,83.

Para analistas de bancos e corretoras, mesmo sem detalhes sobre informações relevantes do acordo anunciado na noite de domingo, a negociação abre espaço para uma melhor geração de recursos do caixa durante o ano, melhorando o perfil de crédito da empresa e aumentando o prazo médio da sua dívida.

Nas últimas semanas, os papéis apresentavam desempenho fraco, e a empresa chegou a ser rebaixada por agências de risco. Mesmo com a disparada no dia, as ações preferenciais (sem direito a voto) ainda têm queda acumulada próxima a 5% no ano.

No domingo, a Azul anunciou ao mercado que conseguiu firmar acordos com as empresas de leasing que representam mais de 90% de seu passivo com arrendamentos.

Neste ano, a empresa tinha a pagar cerca de R$ 3,8 bilhões em arrendamento de aeronaves e vinha negociando um alongamento das dívidas.

O acordo ocorreu dois dias após a Gol ter anunciado a obtenção de um investimento de US$ 1,4 bilhão (R$ 7,2 bilhões) da holding Abra Group, controladora de Gol e Avianca.

A injeção será de US$ 451 milhões em dinheiro e US$ 1,077 bilhão de bonds da Gol. O negócio envolve a emissão de notas sênior e de notas conversíveis sênior com vencimento em março de 2028 e juros de 18%, sendo 4,5% em dinheiro e o restante capitalizado.

As informações são do Globo online.

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