Na Baixada Santista, uma ação da Polícia Militar resultou em mais uma morte nesta terça (20). Assim, o número total de óbitos chega a 29, ultrapassando os registros da Operação Escudo, que havia sido concluída em setembro de 2023 com 28 mortes em 40 dias na mesma região. Ambas as operações foram desencadeadas após a morte de policiais militares.
Segundo a versão oficial da PM, houve confronto, mas os moradores contestam. Os policiais dizem que atiraram após serem à bala durante uma tentativa de abordagem a um suspeito, em uma comunidade no bairro Saboó, em Santos. No entanto, relatos dos moradores indicam que a vítima não ofereceu resistência e foi baleada dentro de sua própria casa.
O ajudante de pedreiro Alex Macedo Paiva, 30 anos, foi a vítima fatal. Até o momento, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) não emitiu um posicionamento oficial sobre o ocorrido.
Após ser ferido, Paiva foi levado ao hospital e submetido a uma cirurgia na UPA de Santos, mas não resistiu aos ferimentos. Familiares negam qualquer envolvimento dele com o crime, embora admitam que ele fosse usuário de drogas.
A residência onde o homem foi baleado apresentava manchas de sangue no chão e marcas de tiros nas paredes, conforme vídeos registrados por moradores e encaminhados ao UOL.
As mortes decorrentes da ação policial na Baixada Santista tiveram início em 3 de fevereiro, logo após o assassinato de um soldado da Rota, a tropa de elite da corporação, em Santos. Esse cenário representa uma média de três mortes a cada dois dias, mais que o dobro da taxa diária registrada durante a Operação Escudo.
Com informações do UOL





