Ação na Maré fecha vias, deixa um morto e 12 presos

Ação contra roubo de cargas e veículos provocou interdições e afetou transporte, escolas e serviços de saúde

A nova etapa da Operação Torniquete, realizada nesta terça-feira (5) no Complexo da Maré, na Zona Norte do Rio, provocou interdições na Linha Vermelha, alterações no transporte público e impactos em serviços essenciais da região. Até o momento, um suspeito morreu em confronto, 12 pessoas foram presas e 43 veículos recuperados. Segundo a Polícia Civil, o homem morto durante a troca de tiros chegou a ser socorrido pelos agentes, mas não resistiu aos ferimentos.

Durante a ação, agentes também apreenderam 16 armas de fogo — incluindo um fuzil, pistolas, revólveres e espingardas —, duas granadas, munições, dinheiro, drogas em quantidade não especificada e resgataram um macaco-prego. Segundo a Polícia Militar, equipes do Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE) atuaram na retirada de objetos incendiados por criminosos na altura do Pontilhão, no sentido Centro. A via já foi totalmente liberada.

Apesar disso, o clima permanece tenso na região. Criminosos também tentaram interditar a Avenida Brasil com barricadas e colchões em chamas. O policiamento segue reforçado no entorno.

Nove linhas desviadas

De acordo com o Rio Ônibus, ao menos nove linhas tiveram itinerários afetados, incluindo trajetos entre a Ilha do Governador, Zona Norte e Zona Sul. Eis as linhas:

321 Bancários x Castelo
323 Bananal x Castelo
325 Ribeira x Castelo
327 Ribeira x Castelo
485 Fundão x Ipanema
492 Bancários x Prado Junior
635 Bananal x Saens Peña
2343 Ribeira x Castelo
2344 Bancários x Castelo

A operação também impactou serviços públicos. Segundo a Secretaria Municipal de Educação, 41 escolas tiveram o funcionamento prejudicado no período da manhã. Na área da saúde, uma unidade de Atenção Primária suspendeu o atendimento e avalia a reabertura, enquanto outra mantém apenas os serviços internos, com atividades externas suspensas.

A ação foi conduzida por agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA), com apoio de unidades especializadas da Polícia Civil. O objetivo é desarticular uma organização criminosa ligada ao Comando Vermelho, envolvida em roubos de veículos, cargas e no comércio ilegal de armas.

Como agia a quadrilha

As investigações apontam que o grupo utilizava empresas de fachada, documentos falsos e plataformas digitais clandestinas para adquirir armamentos e abastecer atividades criminosas, especialmente na Nova Holanda e em áreas de Bonsucesso.

Segundo a polícia, parte do armamento era comprada pela internet, em lojas e estandes de tiro de diferentes municípios do estado, e utilizada tanto em roubos quanto no fortalecimento do tráfico de drogas.

A ação integra a segunda fase da Operação Torniquete, que tem como objetivo reprimir roubos, furtos e a receptação de cargas e veículos. Desde setembro de 2024, mais de 900 criminosos já foram presos, além da recuperação de cargas e veículos avaliados em mais de R$ 52 milhões. As ações , segundo a polícia, são contínuas e já ultrapassam R$ 70 milhões em pedidos de bloqueio de bens e valores.

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