Uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) contra ferros-velhos suspeitos de receptação terminou em protesto e interdições no trânsito nesta quarta-feira (12), na região do Maracanã, Zona Norte do Rio.
A ação mirou estabelecimentos próximos à favela do Metrô, área conhecida por concentrar ferros-velhos que já foram alvo de fiscalizações anteriores por parte de órgãos municipais e da Polícia Civil. Segundo a instituição, traficantes da Favela da Mangueira atacaram os agentes da especializada e não houve revide.
Criança ferida
Durante o tiroteio, um dos disparos atingiu e feriu o olho esquerdo de Lucas Afonso, de 6 anos, que brincava na varanda de casa. A criança foi socorrida ao Hospital Municipal Souza Aguiar, onde permanece internado. A Polícia Civil informou que vai investigar o caso. Leia a nota na íntegra:
“Policiais civis da Delegacia de Roubos e Furtos (DRF) foram covardemente atacados por narcotraficantes durante uma ação realizada, nesta quarta-feira (12/08), em um ferro-velho do tráfico de drogas na Rua São Francisco Xavier, próximo à Mangueira, na Zona Norte do Rio. Os criminosos do alto da comunidade efetuaram disparos contra os agentes, colocando em risco a população e a integridade dos policiais. Não houve revide.
A Polícia Civil vai investigar as circuntâncias sobre uma criança ferida na região. A instituição ressalta que quem coloca a população em risco é o criminoso que ataca policiais e promove ações violentas em áreas residenciais.”.

Na sequência, um grupo usou pneus e caçambas de lixo para interditar as avenidas Rei Pelé, no sentido Centro, e São Francisco Xavier, sentido Méier, ateando fogo nos objetos. O Globocop, do RJ1, flagrou a ação. As vias foram liberadas por volta das 14h30.
PMs do 6º BPM (Tijuca) foram acionados e dispersaram o ato com bombas de gás lacrimogênio. Bombeiros do quartel da Tijuca contiveram as chamas e agentes de trânsito trabalharam para liberar as pistas. O trânsito na região sofreu impactos e as vias ficaram fechadas por cerca de 25 minutos, e motoristas que trafegam pelo entorno do Maracanã tiveram de buscar rotas alternativas até a liberação.
A investigação da Polícia Civil apura suspeitas de que os estabelecimentos funcionem como pontos de receptação e venda de materiais de origem ilícita, prática recorrente nesse tipo de comércio em diferentes regiões da cidade.







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