Nova ação conjunta entre polícias do Rio e Paraíba bloqueia mais de R$ 125 milhões do CV e mira líder do tráfico

Operação Asfixia cumpre dezenas de mandados contra líderes e integrantes da facção nesta terça-feira (30)

A Polícia Civil da Paraíba, em conjunto com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco) e com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, deflagrou nesta terça-feira (30) a Operação Asfixia. O objetivo é descapitalizar o poder financeiro do Comando Vermelho, facção criminosa originária do Rio que ampliou sua atuação em território paraibano.

Segundo as investigações, a ofensiva resultou no bloqueio e sequestro de bens avaliados em mais de R$ 125 milhões. A apuração é conduzida pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco/PCPB) com apoio de unidades especializadas, como a Unintelpol, GOE, GOC e Desarme. A Polícia Civil do Rio de Janeiro já havia iniciado na segunda-feira (29) uma ação em que prendeu 17 pessoas.

O alvo principal da operação desta terça-feira é Flávio de Lima Monteiro, conhecido como “Fatoka”, apontado como líder da célula do Comando Vermelho na Paraíba. Mesmo foragido e escondido em uma comunidade dominada pela facção no Rio de Janeiro, ele continuaria comandando as ações criminosas no estado, com forte atuação em Cabedelo.

Mandados e articulação interestadual

A Operação Asfixia cumpre 26 mandados de prisão preventiva e 32 de busca e apreensão domiciliar em diferentes cidades da Paraíba — João Pessoa, Cabedelo, Santa Rita, Campina Grande, Cabaceiras e Nova Floresta — além de endereços no Rio de Janeiro.

As investigações também revelaram que outros integrantes da facção fugiram para comunidades cariocas após ações da Secretaria da Segurança e da Defesa Social (Sesds) em solo paraibano. A ofensiva desta terça-feira busca alcançar esses núcleos remanescentes e cortar o fluxo financeiro que sustenta a rede criminosa.

Estrutura da operação

Na Paraíba, a ação mobilizou cerca de 150 policiais, divididos em 30 equipes, sendo 27 da Polícia Civil e três do Gaeco. O aparato de segurança foi distribuído de forma estratégica para garantir simultaneidade no cumprimento dos mandados e evitar fugas.

As forças de segurança afirmam que o êxito da operação depende não apenas das prisões, mas sobretudo da descapitalização da facção, enfraquecendo sua capacidade de se reestruturar e financiar crimes como tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro.

Impacto esperado

A expectativa das autoridades é que a retirada de recursos financeiros comprometa significativamente as atividades da organização no estado. Além de atacar diretamente o patrimônio de Fatoka, o bloqueio de bens busca atingir a estrutura de apoio que viabiliza as operações da facção.

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