A academia Forma Fitness, onde a jovem Dayane de Jesus morreu após sofrer um mal súbito, nesta terça-feira (20), publicou uma nova nota depois de usuários criticarem uma publicação considerada desrespeitosa à jovem e seus familiares. Nesta quinta (22), o estabelecimento fez um comunicado que foi visto por internautas como irônico e insensível: “Mas também serviu para ver qual cliente/funcionários fecham com a empresa. Aos que trabalham na empresa como personal e discorda, cai fora… Ninguém está aqui obrigado… A empresa tem dono! Não gostou, é só sair…”, dizia um trecho do texto.
Já neste sábado (24), o tom foi de pesar e a postagem anterior acabou excluída. “Nossos sentimentos são de solidariedade e respeito à mãe, diante de sua dor e perda. A Forma Fitness informa que está colaborando integralmente com as investigações e com as autoridades administrativas competentes, prestando todos os esclarecimentos solicitados”. Os comentários da nota foram fechados.
A estudante de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) passou mal durante o treino por volta das 19h e não resistiu, sendo atendida inicialmente por outro aluno, que seria médico. A tragédia levantou questionamentos sobre a falta de equipamentos básicos para emergências, especialmente o desfibrilador — item obrigatório em academias desde 2022, conforme lei municipal do Rio de Janeiro. A unidade não possuía o equipamento, o que contribuiu para a interdição determinada pela 12ª DP (Copacabana).
Segundo o delegado Angelo Lages, titular da 12ª DP, o laudo inicial do Instituto Médico-Legal foi inconclusivo e um exame complementar foi solicitado. “O cerne da investigação é verificar se o desfibrilador poderia evitar a morte da aluna”, afirmou o delegado. Caso seja comprovado que a ausência do equipamento foi fator determinante, o responsável pela academia pode responder por homicídio culposo (sem intenção de matar).
A prefeitura também foi acionada para aplicar multa pela falta do desfibrilador e descumprimento das normas de segurança. A Polícia Civil pretende ouvir testemunhas que presenciaram o ocorrido para esclarecer todos os fatos. Dayane foi enterrada nesta sexta (23), no Cemitério São João Batista, em Botafogo.





