Abraji condena ataques e ameaças contra jornalista Andréia Sadi nas redes sociais

Associação de Jornalismo Investigativo critica ofensas misóginas, deepfakes e cobra punição dos responsáveis

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) manifestou repúdio às ameaças e tentativas de intimidação direcionadas à jornalista Andréia Sadi, apresentadora da GloboNews, e a seus familiares. A entidade destacou a gravidade das ofensas, incluindo conteúdos manipulados como vídeos deepfake, e cobrou a responsabilização dos envolvidos.

Em nota pública divulgada neste sábado, a organização reforçou a importância da liberdade de imprensa e do exercício profissional do jornalismo, ressaltando que a atividade segue princípios editoriais claros, como o dever de retratação quando necessário.

A Abraji também enfatizou que, embora críticas e divergências sejam legítimas em uma sociedade democrática, ataques pessoais e tentativas de silenciamento ultrapassam limites legais e representam ameaça direta ao Estado de Direito.

Ataques após retratação exibida na TV

Os ataques contra Andréia Sadi se intensificaram nas últimas semanas, após a jornalista apresentar, ao vivo, uma retratação da GloboNews sobre um infográfico relacionado ao empresário Daniel Vorcaro, exibido anteriormente pela emissora.

Durante a transmissão, a apresentadora reconheceu falhas no conteúdo e pediu desculpas ao público, explicando que o material apresentava inconsistências e não deixava claros os critérios adotados na seleção das informações. O power point apresentado pela emissora dava destaque a supostas ligações do presidente Lula e do PT com o ex-banqueiro investigado e omitia outros possíveis envolvidos da oposição ao governo.

Segundo Sadi, o conteúdo misturava contatos institucionais com nomes citados em diferentes contextos, incluindo relações contratuais, pessoais e informações ainda sob análise de autoridades, o que resultou em um material considerado incompleto e em desacordo com os padrões editoriais.

Mensagens agressivas e tentativa de intimidação

Após o episódio, a jornalista passou a ser alvo de uma onda de ataques nas redes sociais, com milhares de mensagens de teor misógino e agressivo, além de ameaças à sua integridade física e moral.

De acordo com a Abraji, houve também episódios de perseguição virtual, com envio de imagens relacionadas à rotina da apresentadora e de sua família, prática conhecida como “stalkeamento”, usada como forma de intimidação.

Diante do cenário, a entidade reiterou solidariedade à jornalista e cobrou das autoridades competentes a devida investigação dos casos, com responsabilização e punição dos autores das agressões.

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