Um dos homens mais ricos do Brasil, Abílio Diniz, parece ter tido uma epifania e descoberto, finalmente, qual é princípio conceitual da cobrança de impostos nas sociedades modernas, desde que o feudalismo foi extinto no mundo: cobrar tributos das pessoas que têm mais para que o estado disponha de recursos para ações que beneficiem os mais pobres.
O bilionário Abilio Diniz, que vendeu o Pão de Açúcar e hoje é conselheiro do Carrefour, cometeu um ato de “sincericídio” ao participar de um evento no banco Credit Suisse, em São Paulo. Durante uma palestra, ele afirmou que seu receio é de que a reforma tributária proposta pelo governo Lula seja no modelo “Robin Hood”: “que tire dos ricos para dar aos pobres”, como ele definiu.
“A tributação de dividendos deve ser feita acima da pessoa jurídica, para haver compensação. Não sobre a pessoa física. Tenho um pouco de receio de como vão fazer a reforma tributária”, disse ele, de acordo com reportagem da revista Exame. Ou seja: aparentemente, ele prefere um modelo regressivo, que tire dos pobres para dar aos ricos, como no Brasil, em que os pobres pagam proporcionalmente mais impostos do que as classes mais altas.
Em diversas ocasiões, o presidente Lula e o ministro Fernando Haddad afirmaram que o Brasil precisa de maior justiça fiscal, ou seja, de um sistema que seja progressivo, com os mais ricos pagando mais impostos.





