A revista RIO JÁ impressa em papel couché chegará às mãos dos leitores do estado no dia 13. Mas já está à disposição dos internautas, no link www.rioja.com.br. O leitor já tem a oportunidade de conhecer uma publicação cuja missão é defender o Rio, lutar pelo seu desenvolvimento, revelar iniciativas inventivas e bem sucedidas de seus habitantes, e fazer a sua parte para tornar o estado, de novo, criador de tendências e farol do Brasil.
A RIO JÁ é feita por pessoas que amam o Rio para pessoas que amam o Rio.
Hoje, provamos isto com a nossa primeira capa: a luta dos arquitetos, dos políticos progressistas, da Alerj, do govenro do estado e da sociedade civil para salvar uma das maiores joias arquitetônicas e históricas não apenas do Brasil, mas do mundo: o Palácio Capanema.
O Ministério Público entrou nesta luta e tomou providências para assegurar que o prédio que é um marco inaugural da arquitetura modernista o Brasil não seja privatizado, mas continue sendo público e de uso assegurado ao povo do Rio e do país.
Publicamos também um artigo do presidente da Alerj, André Ceciliano, em que ele afirma, taxativo e com autoridade:
“O Capanema, assinado por nomes como Lúcio Costa, Oscar Niemeyer e Affonso Reidy, sob supervisão de ninguém menos que Le Corbusier, representa um tempo em que nosso país dava certo e que construía um futuro com linhas modernas. Por isso, a Alerj e o governo do estado se prontificaram, tão logo saiu a chocante notícia, negociar com a União e comprarem o Palácio, a fim de não permitir que ele fosse vendido a um grupo privado.”
Eis o primeiro texto da reportagem sobre o Capanema na RIO JÁ:
O RIO, UNIDO, SALVA O PALÁCIO CAPANEMA
Um prédio situado à rua da Imprensa, número 16, no Centro do Rio, foi classificado em 1943, pelo Museu de Arte Moderna de Nova York, como “o edifício mais avançado em construção no mundo” O poeta Carlos Drummond de Andrade, então chefe de gabinete do ministro da Educação, não fez por menos: definiu aquela obra como “a Capela Sistina brasileira”.
Este prédio foi erguido para ser a sede do então Ministério da Educação e Saúde, sob a supervisão de um gênio, Le Corbusier, e concepção de um grupo de jovens e rebeldes arquitetos brasileiros, que viriam a se tornar mundialmente famosos e respeitados. Posteriormente, passou a ser a sede do MEC e ganhou o nome do ministro de Getúlio Vargas que comandou a sua construção: Gustavo Capanema.
De tão importante como obra inaugural da moderna arquitetura brasileira e influência sobre a arquitetura mundial – a sede da ONU, em Manhattan, é inspirada nele – o edifício, tombado em 1948 como marco do patrimônio cultural, artístico e histórico do Brasil, foi homenageado com o título de Palácio, embora o povo sempre o tenha chamado de “prédio do MEC”.
Pois nada disso impediu o governo federal de incluir um dos imóveis públicos mais importantes do mundo numa lista de 750 mil prédios da União que serão vendidos à iniciativa privada na bacia das almas. Um insulto à memória de seus arquitetos, entre os quais Lúcio Costa, Oscar Niemeyer, Affonso Reidy, ao paisagista Burle Marx, autor de seus três jardins magníficos, e artistas plásticos que produziram obras belíssimas para o prédio, como Portinari, Guignard, Pancetti, Bruno Giorgi e Athos Bulcão.
O Palácio Capanema estaria na lista para ser “passado nos cobres” não fosse a rápida reação das autoridades do Rio, dos arquitetos, artistas plásticos e da sociedade. O governador Cláudio Castro se reuniu com o presidente da Alerj, André Ceciliano, e decidiram exigir do governo federal a preservação do Capanema como prédio público, ainda que o estado tenha de comprá-lo. O ministro Paulo Guedes prometeu retirar o Palácio da lista de privatizações. Ceciliano denunciou que privatizar o Capanema será tão absurdo quanto vender o Cristo Redentor e o Pão de Açúçar.
E assim, até prova em contrário, o Palácio Capanema está salvo, graças à mobilização das autoridades e da sociedade civil fluminense.
Leia a íntegra da reportagem sobre o Capanema no site da revista RIO JÁ, no link:
Veja, aqui, a capa do número 1 da RIO JÁ:

Leia no link a seguir a revista completa em PDF:
https://www.yumpu.com/pt/document/read/65903418/rio-ja-n-1-pdf-de-visualizacao






Deixe um comentário