A comemoração fake de Alessandro Molon

A estratégia em busca de um suposto voto útil tem feito o candidato do PSB ao Senado, Alessandro Molon, recorrer aos resultados estapafúrdios de uma pesquisa feita via Internet, que não encontra paridade com nenhuma outra divulgada até hoje. Com metodologia duvidosa, não adotada por nenhum instituto de boa reputação no país, o levantamento mostra…

A estratégia em busca de um suposto voto útil tem feito o candidato do PSB ao Senado, Alessandro Molon, recorrer aos resultados estapafúrdios de uma pesquisa feita via Internet, que não encontra paridade com nenhuma outra divulgada até hoje. Com metodologia duvidosa, não adotada por nenhum instituto de boa reputação no país, o levantamento mostra Molon tecnicamente empatado com Romário (PL).

Se fruto apenas de má-fé, o resultado poderia ser definido como uma grosseira fake news. Se produto de erros metodológicos involuntários, estaríamos diante de uma aberração estatística, tal a discrepância dos demais institutos.

Com base nesta peça de ficção, Molon vem impulsionando posts patrocinados nas redes sociais para divulgar que é o nome com mais chances de derrotar Romário, candidato apoiado por Jair Bolsonaro, buscando dessa forma desidratar o outro candidato da esquerda, o petista André Ceciliano, que em várias sondagens está empatado com Molon e Clarissa (União).

A metodologia da Atlas é inusual no Brasil, feita por recrutamento aleatório digital, ou seja, o eleitor responde a mensagens enviadas supostamente por robôs cibernéticos. A Atlas/Arkos é a mesma que mostrou essa semana a menor diferença entre Lula e Bolsonaro, também na contramão dos demais institutos.

A pesquisa registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não traz o nome da Atlas/Arkos, mas pela razão social Nervera Serviço de Informática, com endereço em São Paulo. Outro detalhe é que a Nervera é quem contrata e paga para ela própria para produzir e realizar a pesquisa.

Já a Arkos Advice, que na divulgação aparece como parceira da pesquisa, é uma famosa consultoria com sede em Brasília e escritórios em São Paulo, Rio de Janeiro e Washington. Seus clientes são dos mais diversos setores, desde a indústria naval até grandes bancos. Entre os doadores de Molon há alguns banqueiros como João e Walter Moreira Salles (Itau) e Arminio Fraga (Gávea Investimentos).

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