Vídeo: A arrepiante visão espiritual do médium Divaldo Franco ao encontrar o Papa Francisco em 2015

Vídeo com revelação feita por mentora espiritual do médium baiano volta a circular após a morte de ambos

A morte do médium Divaldo Franco, aos 98 anos, na última terça-feira (14), reacendeu nas redes sociais um vídeo amplamente compartilhado entre adeptos do espiritismo. A gravação traz uma revelação espiritual feita pela líder espírita Mayse Braga sobre um encontro entre Divaldo e o Papa Francisco, morto em abril, e menciona a participação de ambos em uma missão especial ligada à reencarnação de grandes espíritos do cristianismo.

Segundo matéria do portal Correio 24 Horas, a revelação parte de um relato atribuído a Joanna de Ângelis, mentora espiritual de Divaldo Franco, que teria confidenciado ao médium que o Papa Francisco fazia parte de um seleto grupo de 200 espíritos escolhidos por Jesus para reencarnar com uma missão transformadora na Terra. De acordo com Mayse Braga, Joanna teria afirmado que apenas ela mesma reencarnaria naturalmente no Brasil, enquanto os demais estariam espalhados por várias partes do mundo, sobretudo na Europa, “onde o psiquismo ainda é muito antigo e precisa de uma revolução positiva”.

Veja o vídeo de Mayse Braga:

A palestrante conta que Divaldo, durante anos, acreditou que jamais reconheceria em vida qualquer um desses espíritos, até ser surpreendido durante uma audiência no Vaticano, em 2015. “O médium foi convidado a participar de um evento e, ao cumprimentar o Papa Francisco, percebeu que ele segurava firmemente sua mão e não desviava o olhar. Isso o deixou preocupado, porque havia uma fila de diplomatas atrás”, narrou Braga.

Nesse instante, conforme relatado no vídeo, Divaldo teria tido uma visão espiritual intensa. “Ele viu Francisco de Assis e a irmã Clara ao lado do Papa. Em seguida, Joanna de Ângelis apareceu e disse: ‘Ele foi um dos primeiros 200 que já estão na Terra’. Foi quando Divaldo quase desmaiou”, afirmou Braga, destacando o impacto que a revelação teve sobre o médium.

A declaração de Mayse Braga também aponta que Francisco de Assis, figura central na tradição cristã e símbolo da humildade e proteção dos animais, estaria entre os espíritos convocados por Jesus para reencarnar. “Ele não volta à Terra desde o século 13”, lembrou a palestrante.

A gravação com o depoimento de Mayse Braga voltou a viralizar após a morte de Divaldo Franco, ampliando a comoção entre os seguidores do espiritismo e reforçando a admiração por sua trajetória espiritual. O médium baiano, um dos maiores nomes do espiritismo no Brasil e no mundo, deixa um legado de mais de sete décadas dedicadas à doutrina espírita e à caridade.

A morte do Papa Francisco, em abril, e agora a de Divaldo Franco, intensificaram as discussões espirituais sobre a continuidade da missão desses líderes religiosos em outras existências, especialmente entre os fiéis que creem no processo de reencarnação como instrumento de renovação moral da humanidade.

Despedida a Divaldo Franco reúne multidão na Mansão do Caminho, em Salvador

Centenas de pessoas se reuniram na manhã desta quarta-feira (14) na sede da Mansão do Caminho, no bairro Pau da Lima, periferia de Salvador, para o velório do médium Divaldo Pereira Franco, que morreu na terça-feira (13), aos 98 anos, em decorrência de falência múltipla dos órgãos. A cerimônia de despedida aconteceu no ginásio da entidade fundada por ele, onde amigos, admiradores e colaboradores fizeram fila para prestar as últimas homenagens.

Divaldo enfrentava problemas de saúde nos últimos anos, incluindo um câncer na bexiga diagnosticado em novembro de 2024. Sua morte marcou o fim de uma das trajetórias mais emblemáticas do espiritismo brasileiro.

Fundador da Mansão do Caminho em 1952, Divaldo transformou o local em referência de acolhimento e educação, atendendo diariamente cerca de 2.500 crianças da periferia com creche e escola. Ao longo da vida, psicografou mais de 200 livros, muitos deles atribuídos ao espírito Joanna de Ângelis, com tiragem superior a sete milhões de exemplares e traduções para diversas línguas.

“Divaldo Franco é um missionário. Ele veio ao mundo para cumprir uma tarefa sagrada, que era assistir aos mais necessitados, os filhos do calvário, como ele dizia”, declarou Mário Sérgio Almeida, presidente da Mansão do Caminho. Segundo ele, o médium deixa “pegadas luminosas” para os que darão continuidade à sua obra.

Almeida também situou Divaldo entre os grandes nomes do espiritismo brasileiro, ao lado de figuras como Chico Xavier, Zilda Gama, Ivone do Amaral Pereira e Eurípedes Barsanulfo. “São seres fora da curva. Divaldo tinha olhos espirituais, via além da matéria”, afirmou.

Nascido em Feira de Santana, a 109 km de Salvador, em maio de 1927, Divaldo era o caçula de uma família com 12 irmãos e cresceu em ambiente católico. Segundo relatos que deu ao longo da vida, começou a ver e ouvir espíritos ainda na infância, experiência que o levou mais tarde a se aprofundar na doutrina espírita. Em 1947, fundou ao lado do amigo Nilson de Souza Pereira o Centro Espírita Caminho da Redenção, embrião da Mansão do Caminho.

A relevância de sua trajetória foi reconhecida por autoridades locais. O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que Divaldo deixa um exemplo de amor, respeito e cuidado ao próximo. Já o prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), o descreveu como “um dos maiores líderes espirituais do Brasil”, e lamentou sua morte: “Sua partida deixa uma lacuna irreparável, mas seu legado permanecerá vivo por gerações.”

O velório segue aberto ao público até as 17h desta quarta-feira. O sepultamento ocorrerá na quinta-feira (15), às 10h, no Cemitério Bosque da Paz, em Salvador.

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