Polícia investiga homicídio e prende patroa de Berenice, cozinheira achada morta em Angra

Berenice Ramos de Aguiar estava desaparecida desde 30 de junho. Patroa da vítima segue presa temporariamente, enquanto a Polícia Civil reúne provas para esclarecer a dinâmica do crime.

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A Polícia Civil confirmou neste sábado (18) que o corpo encontrado em uma área de mata em Angra dos Reis, no sul do Rio de Janeiro, é da cozinheira Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos. Ela estava desaparecida desde o dia 30 de junho, após sair do restaurante onde trabalhava, em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

A investigação aponta como principal suspeita a empresária Eliane Alves dos Santos, patroa da vítima, que está presa temporariamente por suspeita de homicídio. Os investigadores apuram inconsistências em seu depoimento e aguardam novos laudos periciais para esclarecer as circunstâncias da morte.

A identificação inicial do corpo foi feita pelo filho de Berenice por meio de uma tatuagem. O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), onde passará por exames complementares que deverão auxiliar na conclusão das investigações.

Onde o corpo foi localizado

O corpo foi encontrado na tarde de sexta-feira (17), em uma área de mata na localidade de Serra d’Água, às margens da Estrada de Lídice, em Angra dos Reis. Segundo a polícia, a vítima estava presa a uma árvore em um trecho de difícil acesso.

As buscas chegaram ao local após a análise do trajeto da caminhonete utilizada pela suspeita. Imagens de câmeras de segurança e registros de radares indicaram que o veículo seguiu em direção ao estado do Rio de Janeiro, levando os investigadores a concentrarem as diligências na região.

Com a confirmação da identidade da vítima, a investigação entra em uma nova fase para esclarecer como ocorreu o crime e quais foram as circunstâncias que levaram à morte da cozinheira.

Provas reunidas pela investigação

Durante as perícias, cães farejadores apontaram vestígios de sangue na caminhonete da investigada. Em seguida, a aplicação de luminol revelou uma concentração maior do material biológico no banco do passageiro.

O material foi recolhido para exame de DNA, que deverá confirmar se o sangue encontrado pertence à vítima. Os peritos também identificaram indícios de reparos no veículo que, segundo a investigação, seriam compatíveis com danos provocados por disparos de arma de fogo.

Além disso, durante o cumprimento de mandados de busca, policiais apreenderam três armas de fogo registradas e dois aparelhos celulares na residência da empresária.

Contradições no depoimento da suspeita

De acordo com a Polícia Civil, Eliane Alves dos Santos apresentou versões diferentes sobre o último contato com Berenice.

Inicialmente, afirmou que havia deixado a funcionária no bairro das Toninhas, em Ubatuba. Depois, declarou que ela teria desembarcado no trevo de Ubatumirim, também no município.

No entanto, imagens de monitoramento e registros de radares indicam que a caminhonete seguiu pela Estrada do Pasto Grande em direção a Paraty (RJ), contrariando as versões apresentadas à polícia.

Investigação continua

A Polícia Civil aguarda os laudos do Instituto Médico-Legal e o resultado do exame de DNA do sangue encontrado no veículo para fortalecer o conjunto de provas.

A suspeita deverá prestar um novo depoimento nos próximos dias. Os investigadores trabalham para esclarecer a dinâmica do crime, identificar a motivação e concluir todas as circunstâncias relacionadas à morte de Berenice Ramos de Aguiar.

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