Zema vai pedir em reunião com Lula repactuação do acordo de Mariana e obras em rodovias federais no estado

‘Será bem recebido’, afirma governador mineiro sobre ida do presidente a Minas Gerais

Em sua primeira passagem por Minas Gerais desde que assumiu seu terceiro mandato como presidente da República, Lula terá uma reunião com o governador Romeu Zema (Novo). Na pauta, estarão o acordo para repactuação do acordo de Mariana, a duplicação da BR-381, uma nova licitação das BRs 040 e 262, além da renegociação da dívida do estado.

Lula desembarca em Belo Horizonte na noite desta quarta-feira (7), depois de passar por São Paulo e Rio de Janeiro. Com isso, o presidente fechará o mês tendo visitado os três maiores colégios eleitorais do país e dividido agendas com governadores bolsonaristas.

Na semana passada, durante um evento na capital paulista, Lula trocou acenos com Tarcísio e disse que São Paulo “terá tudo o que for necessário”. O governador retribuiu, dizendo-se um “privilegiado”.

No Rio, Castro afirmou que Lula é “sempre bem-vindo” no estado e em retribuição ouviu do petista que o governo federal fará investimentos na região.

Em Minas Gerais, Lula deve ouvir de Zema um pedido de ajuda para sensibilizar os empresários e viabilizar a repactuação do acordo da tragédia de Mariana. O encontro ainda não tem data confirmada.

O novo acordo quase foi fechado no fim do governo Bolsonaro e teria um valor aproximado de R$ 100 bilhões. A repactuação foi travada no início do governo Lula para revisão e agora encontra resistência entre os empresários, segundo interlocutores de Zema.

O governador vai tentar agilizar o debate sobre a solução para as dívidas bilionárias do estado com a União e vai pedir a redução dos juros cobrados, de acordo com afirmações de interlocutores. Hoje, a correção é calculada com base na inflação mais 4%. O estado quer que seja feito apenas pela inflação.

No ano passado, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), apresentou uma proposta alternativa ao Plano de Regime de Recuperação Fiscal (RRF) que incluiu repassar ativos do estado para a União como forma de equacionar a dívida de cerca de R$ 160 bilhões.

Após o movimento de Pacheco, Zema afirmou que o presidente do Senado teria “ficado na falação”. Em resposta, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, alegou que um terço das dívidas do estado foi contraída na gestão Zema e alfinetou o governador dizendo que ele tinha “um aliado no Planalto”, em referência a Bolsonaro, e ainda assim não solucionou os problemas.

Sobre a duplicação da BR-381, conhecida como “rodovia da morte”, que liga Minas Gerais ao Espírito Santo, o governador quer pedir uma previsão e um plano de investimento. Já para as BRs 040 e 262 o governo estadual quer tentar agilizar e viabilizar novas licitações de lotes. As duas obras estão no PAC.

Com informações de O Globo.

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