Wadih Damous afirma que desconhece indicação para ANS e esclarece que encontrou plano da CAARJ quebrado quando assumiu a OAB-RJ

Segundo o chefe da Senacom, os hospitais se recusam atender os advogados porque a Caaarj não honrava os pagamentos

O chefe da Secretaria  Nacional do Consumidor, Wadih Damous, rechaçou as afirmações de que sua gestão à frente da OAB-RJ teria contribuído para a insolvência do plano de saúde da Caarj. Em nota à Agenda do Poder, disse que a dívida da entidade era impagável e fora contraída por diretorias  anteriores.

De acordo com Damous, “ o plano de saúde da Caarj estava simplesmente quebrado, razão pela qual  hospitais, clínicas e consultórios se recusavam a atender os advogados credenciados porque a Caarj simplesmente não honrava os pagamentos”. Por este motivo , optou por repassar a carteira à Unimed, que à época era uma operadora sólida.

O secretário afirmou ainda que desconhece sua indicação para ANS e que nunca tratou deste assunto com o presidente Lula.

Leia a íntegra da nota:

1- Desconheço a minha suposta indicação para a ANS. Nem o Presidente Lula ou qualquer pessoa do governo tratou desse assunto comigo.

2- O plano de saúde da Caarj estava simplesmente quebrado. Os hospitais, clínicas e consultórios se recusavam a atender os advogados credenciados porque a Caarj simplesmente não honrava os pagamentos.

3- Essa dívida impagável foi contraída pelas gestões anteriores, o que nos obrigou a negociação da carteira. Havia o sério risco de uma tragédia acontecer já que a vida e a saúde dos advogados estavam em risco.

4- A Unimed, que aceitou comprar a carteira, era uma operadora sólida e bem avaliada a época.

5- A situação falimentar da Caarj foi decisiva para a vitória da oposição comandada por mim em 2006.

6- A medida foi absolutamente aprovada pela maioria esmagadora dos advogados e advogadas.

7- Não fosse assim e eu não teria sido reeleito para mais um mandato de 3 anos com quase 80% dos votos da advocacia, 2009.

8- A Secretaria Nacional do Consumidor instaurou diversos processos administrativos contra as operadoras de planos de saúde. Além disso, realizaremos uma reunião pública com todas elas no dia 10/12, medida inédita na história da Senacon.

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