A Câmara dos Deputados começou o dia com a votação da manutenção ou não da prisão do Deputado Chiquinho Brazão em pauta. Agora pela manhã, a análise será feita na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados. Nos bastidores, os deputados acreditam que, na comissão, a manutenção da prisão será aprovada para que o Plenário decida se Chiquinho Brazão será solto ou não.
Deputados mais ligados à direita, acreditam que podem usar o caso para mandar um recado ao Supremo Tribunal Federal (STF) de que não se pode tudo contra os parlamentares. Para diminuir o desgaste de uma possivel soltura de Brazão, a ideia é, após a liberação, votar a cassação do Deputado no conselho de ética da casa. Alguns deputados pensam em não aparecer na votação.
De acordo com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, o caso de Chiquinho Brazão será o único da pauta hoje do Plenário. É importante lembrar que a votação, que deve se estender durante a noite desta quarta-feira, é aberta e, portanto, o voto de todos os parlamentares será público.
O deputado Otoni de Paula (MDB) deixou clara a sua posição sobre a manutenção ou não do Deputado Chiquinho Brazão durante reunião da CCJ. “A análise dessa comissão deve ser baseada na legalidade. Não é partidarismo, não é ideologias. Não existe amparo legal para prisão preventiva para deputado federal. O que precisamos é o restabelecimento da ordem jurídica.” e concluiu, “o que vamos votar não é o mérito, mas, sim, o devido processo legal”.
Já Chico Alencar (PSOL) defendeu que a Câmara mantenha a prisão de Chiquinho Brazão.”Não substimem a gangsterização da política no Rio e no Brasil.” Alencar ainda criticou a possivel manobra para libertar Brazão que promete esvaziar o Plenário na hora da votação. ” Quem faz isso é covarde, omisso e não merece digno de exercer o mandato quer recebeu da população”, finalizou.





