Um voo da companhia aérea TAP com destino a Lisboa, que partiria do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro, o Galeão, na tarde deste sábado (24), foi impedido de decolar pela Polícia Federal. A interrupção aconteceu por conta do embarque de um cão de suporte emocional na cabine da aeronave.
O voo, que transportaria 288 passageiros, estava programado para sair às 16h35. No entanto, a empresa recusou o embarque da tutora com o animal, que pesa 35 kg. Segundo a TAP, o cão não acompanhava uma pessoa com deficiência e não possuía certificação emitida por entidade reconhecida pela companhia.
Apesar de uma decisão judicial favorável à passageira, a TAP alegou que o embarque do cão na cabine violava o manual de operações de voo, razão pela qual negou o cumprimento da ordem. Diante do impasse, a Polícia Federal foi acionada e determinou que o avião não decolasse.
Todos os passageiros que já estavam a bordo foram retirados da aeronave e retornaram ao terminal. A companhia informou que realocou a tripulação e hospedou os passageiros que não moram no Rio em hotéis, até a situação ser resolvida.
Procurada, a Polícia Federal não retornou sobre o caso.
O que diz a empresa?
Em nota, a TAP disse que levou em consideração a segurança dos passageiros e da tripulação na decisão.
“Devido a uma ordem judicial de autoridades brasileiras, que violaria o Manual de Operações de Voo da TAP Air Portugal, aprovado pelas autoridades competentes portuguesas, e que colocaria em risco a segurança a bordo, lamentamos informar que fomos obrigados a cancelar o voo TP74.
Este cancelamento foi devido a obrigação judicial de transporte em cabine de animal que não cumpre com a regulamentação aérea acima mencionada.
Foram dadas alternativas de transporte para o animal, que não foram aceitas pelo tutor.
Informamos ainda, que a pessoa que necessita de acompanhamento do referido animal não realizaria a viagem neste voo. Sendo o animal acompanhado por passageira que não necessita do referido serviço.
A TAP lamenta a situação, que lhe é totalmente alheia, mas reforçamos que jamais poremos em risco a segurança dos nossos passageiros, nem mesmo por ordem judicial”.





